O Podemos declarou apoio formal a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno nesta quinta-feira (8), em reunião no QG de campanha em Brasília. O anúncio foi feito pela presidente do partido, Renata Abreu, com toda a bancada eleita de deputados e senadores presente.

Com a adesão, a coalizão em torno de Flávio passa a reunir seis partidos: PL, Republicanos, Novo, Progressistas, União Brasil e agora o Podemos, que elegeu 15 deputados federais e 6 senadores nestas eleições.

O que diz a presidente do partido

Em discurso durante o anúncio, Renata Abreu classificou a aliança como "um compromisso de responsabilidade com o futuro do nosso país" e disse que o Brasil "deu um recado nas urnas" de que deseja mudança.

Um compromisso de responsabilidade com o futuro do nosso país

Como fica a disputa por partidos

Do lado de Lula, o PT negocia apoio de Republicanos e PSD desde o início da semana, mas, até a publicação desta reportagem, nenhum partido novo havia confirmado adesão à candidatura petista.

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A movimentação já vinha de dias antes: União Brasil e PP oficializaram apoio no início da semana, e o Novo fez o mesmo. No 1º turno, já encerrado, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

O que acontece agora

As duas campanhas seguem buscando adesões partidárias até a votação em 25 de outubro. PSD e MDB mantêm neutralidade oficial até o momento, liberando suas bancadas para apoiar individualmente qualquer um dos dois candidatos.

A neutralidade do PSD não impediu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de declarar apoio pessoal a Flávio ainda no mês passado. A diferença entre partido e lideranças mostra que a disputa por apoios não termina com o anúncio oficial de uma sigla.