Um contador de 29 anos foi preso nesta quinta-feira (8) em Pouso Alegre (MG), suspeito de desviar cerca de R$ 1,6 milhão da Ultrapão Alimentos Congelados, empresa onde trabalhava havia 10 anos, para cobrir dívidas em casas de apostas on-line.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito usava o acesso ao setor financeiro da empresa para transferir valores para a própria conta. Em três meses, o desvio somou o valor total apurado até agora.
O que a polícia apurou
O delegado regional Renato Gavião afirmou que o suspeito admitiu a prática e disse ser viciado em apostas. "Ele se confessa doente, que frequenta psiquiatra e psicólogo e joga na bet sem o conhecimento da família e perdeu todo esse dinheiro", disse o delegado.
Ele jogava, perdia, pegava dinheiro da empresa, jogava com a intenção de ganhar e restituir para a empresa
Segundo Gavião, a lógica era sempre a mesma: o suspeito perdia nas apostas, retirava mais dinheiro da empresa e tentava recuperar o prejuízo jogando de novo, numa espiral que se repetiu por três meses.
O esquema continuou após a demissão
Mesmo depois de ser demitido, o suspeito seguiu praticando fraudes: criou uma chave Pix com um e-mail da empresa e passou a cobrar transferências de clientes. Uma segunda vítima, dentista e esposa de um dos sócios, também teve prejuízo ainda não contabilizado.
O caso foi denunciado à Polícia Civil em 30 de setembro, e o suspeito deve responder por furto qualificado.
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Casos de desvio financeiro ligado a apostas on-line vêm crescendo no país, parte de um fenômeno que a medicina já trata como ludopatia, transtorno que afeta 10,8 milhões de brasileiros.
O que acontece agora
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando extratos bancários para fechar o valor total do prejuízo. A regulação mais recente das casas de apostas ainda não tem efeito sobre casos já em andamento como este.





























