Pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (9) mostra que 63,4% dos eleitores que votaram em outros candidatos no 1º turno não pretendem seguir a indicação de voto deles no 2º turno, mantendo escolha própria entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Questionados se votariam no candidato indicado por quem escolheram no 1º turno, 17,2% disseram que sim. Outros 15,2% afirmaram que a decisão depende de qual candidato receber o apoio, e 4,2% ainda não sabem ou estão indecisos.
O levantamento também perguntou se o voto do 2º turno já está decidido. Para 76,2% dos entrevistados, a escolha é definitiva e não deve mudar. Outros 13,4% dizem que decidiram, mas ainda podem rever a posição.
No 1º turno, Flávio obteve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. No cenário de 2º turno da mesma pesquisa, Lula aparece com 44,2% e Flávio com 42,7%, diferença dentro da margem de erro.
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Entre os apoiadores declarados de Flávio estão os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC). Caiado confirmou o apoio dias depois de chamar o senador de “ladrão” durante a campanha do 1º turno.
Lula recebeu apoio do PSTU, ligado a Hertz Dias, do PCB, representado por Edmilson Costa, e do UP, de Samara Martins. Renan Santos, Wilson Grassi e Rui Costa Pimenta ainda não declararam posição.
Declaração de apoio nem sempre significa transferência de voto.
Uma análise da TV Sim Brasil já mostrou por que o apoio de Zema a Flávio pesa menos do que parece entre o eleitorado do ex-governador de Minas Gerais.
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A Vox Brasil entrevistou 2.100 pessoas entre 3 e 9 de outubro, com margem de erro de 2,15 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi pago com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE sob o número BR-09623/2026.
O que acontece agora
Lula e Flávio se enfrentam no 2º turno das eleições em 25 de outubro. Com a maioria do eleitorado dizendo ter decidido o voto, a disputa deve se concentrar em convencer o pequeno grupo ainda indeciso ou aberto a mudar.
A Vox Brasil diverge da pesquisa Datafolha divulgada um dia antes, que apontava Flávio à frente. Com dois institutos divergindo a duas semanas da votação, a corrida segue tecnicamente indefinida.





























