A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quinta-feira (8) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por suposta disseminação coordenada de desinformação no Instagram.
A ação, batizada de AIJE, pede a suspensão de perfis classificados como produtores de desinformação e a remoção de 221 publicações até o fim do 2º turno. Também requer a cassação do registro da chapa Lula-Alckmin e inelegibilidade por 8 anos para os responsáveis.
Segundo o levantamento da defesa de Flávio, 1.525 perfis estão interligados por 5.882 coautorias no Instagram, organizados em 16 grupos. Entre 5 e 7 de outubro, a rede teria publicado 2.856 conteúdos favoráveis à reeleição de Lula.
Do total, 218 publicações foram classificadas como falsas ou descontextualizadas pela equipe jurídica de Flávio. Juntas, somam 11,6 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações em cerca de 62 horas.
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Entre as nove narrativas apontadas na ação estão acusações de fraude eleitoral, o suposto "congelamento" de aposentadorias e o fim de programas sociais, além da promessa de uma jornada de trabalho de 16 horas em escala 7x0.
É o tipo de conteúdo que o conselho criado pelo TSE para monitorar desinformação e uso de IA nas eleições passou a acompanhar. Ele foi criado em agosto deste ano.
A disputa judicial entre as duas campanhas é recíproca. No dia anterior, Lula acionou a Justiça contra Flávio por um esquema de criptomoeda. Nenhuma das ações foi julgada até agora.
A coligação de Lula já havia acionado o TSE em setembro, pedindo direitos de resposta contra posts do PL. A ação também cita simulações de questionários sobre corrupção e cortes de falas do presidente fora de contexto, atribuídos a perfis ligados ao partido de Flávio.
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Procurada pelo Poder360, a campanha de Lula não respondeu até a publicação da reportagem.
Relembre o caso
Esta não é a primeira ação de Flávio contra Lula nesta campanha. Em 28 de setembro, ele já havia pedido ao TSE a cassação do petista por uso do Ministério da Cultura na campanha, em ação movida no mesmo tribunal.
O TSE também aceitou, em setembro, outra ação de Flávio contra Lula por um desfile de Carnaval com fundo eleitoral.





























