Um temporal com ventos acima de 100 km/h deixou mais de 64 mil pessoas sem luz e cerca de 300 desalojadas no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (8). Foi o quarto grande temporal a atingir o estado só em 2026.
Os municípios mais afetados desta vez foram Bagé, São José do Norte, Pelotas e Porto Alegre. O Instituto Nacional de Meteorologia manteve alerta vermelho para tempestade em 529 municípios nesta sexta-feira (9).
O temporal desta semana não é um episódio isolado. É o quarto evento climático severo a atingir o Rio Grande do Sul desde julho, numa sequência que já deixou mortos, milhares de desabrigados e uma barragem sob risco de colapso.
Em 26 de julho, o estado já somava 206 cidades com danos e 682 desalojados, com a Defesa Civil alertando para uma nova rodada de temporais.
Em agosto, um ciclone extratropical colocou RS, SC e PR em alerta.
Em setembro, outro temporal deixou mortos e atingiu mais de 100 cidades. O balanço final da Defesa Civil fechou em quatro mortes e mais de 527 mil pessoas afetadas, entre elas um adolescente de 13 anos e uma criança de 4 anos.
Dias depois, uma barragem em São Marcos entrou em alerta de colapso iminente. O episódio mostrou que a infraestrutura do estado também sente o peso da sequência de chuvas.
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No início de outubro, a Defesa Civil Nacional já havia mobilizado equipes para o Sul e o Sudeste, antes mesmo do temporal desta semana. A iniciativa mirava um fim de semana de risco que coincidiu com o 1º turno das eleições.
Os eventos têm uma causa em comum. Ciclones extratropicais se formam quando uma massa de ar quente encontra uma de ar frio. Vários desses sistemas atingiram o Rio Grande do Sul em 2026, trazendo chuva prolongada, rajadas de até 100 km/h e granizo.
O que acontece agora
O alerta vermelho do Inmet para tempestade seguia válido para 529 municípios gaúchos nesta sexta-feira (9). A Defesa Civil recomenda evitar deslocamentos desnecessários e manter contato pelos telefones 199 e 193 em caso de emergência.





























