O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que o partido conversa com líderes do Republicanos e do PSD em busca de apoio a Lula no 2º turno. Ele citou contatos com Marcos Pereira e Gilberto Kassab, presidentes das duas siglas.
Como as duas siglas reagem
O PSD disse que ficará neutro no 2º turno. Segundo Edinho, Kassab afirmou que a sigla não terá posição nacional, mas que lideranças regionais têm liberdade para conversar com os dois candidatos.
"O Kassab disse a mim que o PSD ficará na neutralidade, mas que nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças do PSD para dialogar", disse Edinho Silva.
O Republicanos ainda não fechou posição. A legenda decide nesta quarta-feira (7) se apoia Flávio Bolsonaro (PL), mas Edinho disse já dialogar com lideranças do partido em busca de apoio a Lula.
Flávio também mira o Republicanos
Flávio Bolsonaro faz o mesmo movimento. O candidato do PL afirmou, também nesta terça, que iniciou conversas com o Republicanos para ampliar sua base no 2º turno, com participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já oficializou apoio a Flávio nesta terça.
Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no 1º turno e cabeça de chapa de Kassab em Goiás, também declarou apoio ao candidato do PL no mesmo dia. Romeu Zema (Novo) e o ex-presidente Michel Temer (MDB) fizeram o mesmo, individualmente.
O Novo formaliza o apoio nesta quarta, em coletiva às 11h em Brasília.
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A corrida por aliados mostra que o 2º turno também se decide fora das urnas, nas conversas entre partidos que oficialmente ficaram neutros ou já escolheram lado.
A aposta da campanha de Lula
A conversa com o centrão é parte da reorganização da campanha de Lula depois de o petista terminar o 1º turno mais de 2 milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro.
A nova estratégia mira as abstenções, cerca de 30 milhões de eleitores que não votaram no 1º turno.
Fufuca (PP-MA) e Surita (MDB-RR), eleitos senadores, já declararam apoio a Lula mesmo com seus partidos alinhados a Flávio. Segundo Edinho, Fufuca tende a confirmar o apoio apesar da posição oficial do PP.
O apoio de siglas nacionais nem sempre garante votos regionais: um levantamento mostrou que o respaldo de Zema a Flávio pesa menos do que parece fora de Minas Gerais.





























