O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), disse nesta quarta-feira (7) que o resultado do 1º turno mostra, na avaliação dele, que a população "reconheceu" que errou ao eleger o presidente Lula da Silva em 2022.

"A população está reconhecendo que errou em 22. A população está reconhecendo que deu um voto equivocado em 22", afirmou Marinho, durante reunião da bancada do PL em Brasília, com governadores, senadores e deputados federais eleitos.

Marinho comparou o desempenho de Flávio no domingo (4) com o de Jair Bolsonaro no 1º turno de 2022. Segundo ele, o filho teve mais votos que o pai em 27 de 28 recortes considerados pela campanha: as 27 unidades da Federação mais o exterior.

A conta de Marinho se confirma nos números da eleição?

Em parte. Flávio somou 56,1 milhões de votos no 1º turno, cerca de 5 milhões a mais que o total de Jair Bolsonaro em 2022. Ele superou o pai em votos nos 26 estados, perdendo só no Distrito Federal.

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O crescimento de votos é um dado checável. Já a leitura de que isso significa que "a população errou" em 2022 é a interpretação política de Marinho, não um resultado oficial.

Flávio terminou à frente de Lula no 1º turno, mas nenhum dos dois alcançou maioria, e a disputa segue para o 2º turno, em 25 de outubro.

Marinho também reforçou a ligação da campanha com o ex-presidente. "Nós não fomos a lugar nenhum sem Jair Messias Bolsonaro. É evidente que ele que nos norteou, ele que nos inspirou, é o legado dele que a gente está levando adiante", declarou.

O que o PL pede aos aliados para o 2º turno?

Marinho pediu que prefeitos, vereadores e equipes de comunicação usados no 1º turno continuem mobilizados. Disse que a campanha nacional terá poucos recursos e que cada Estado deve organizar parte das próprias ações.

"Faça sua parte, gente, porque você é muito mais importante no seu Estado", disse, citando carreatas, motociatas e adesivaços como parte da estratégia local.

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A campanha de Flávio também busca partidos que não estiveram formalmente ao lado dele no 1º turno. Marinho citou conversas com Republicanos, Podemos, Novo e União Brasil para formar alianças estaduais.

A fala veio dois dias depois de Marinho cobrar a Justiça Eleitoral em reunião com o presidente do STF, Luiz Fachin, e um dia após ele receber alta de um hospital em Brasília, onde foi internado com mal-estar.

Do outro lado, o PT também discute estratégia para o 2º turno, mirando ampliar sua bancada no Congresso. A votação decisiva ocorre em 25 de outubro, data que definirá o próximo presidente.