O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu uma investigação sobre uma criança de 9 anos que apareceu segurando um objeto parecido com uma arma de fogo durante uma comemoração de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), em Parnamirim (RN).
O caso aconteceu na noite de domingo (4), durante a comemoração do resultado favorável do primeiro turno das eleições. Não há confirmação de que o objeto fosse uma arma de verdade.
O MP-RN abriu procedimento na Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Parnamirim para apurar possíveis responsabilidades criminais. A Polícia Civil confirmou que também investiga o caso e informou que já identificou os responsáveis pela criança.
Em nota, a Polícia Civil informou que "as diligências já foram iniciadas, incluindo a realização de oitivas e outras medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos e a adoção das providências cabíveis".
O caso ocorreu no bairro Cohabinal e é acompanhado pelo Conselho Tutelar de Parnamirim, município da região metropolitana de Natal. Outros veículos apuraram que a 17ª Delegacia de Parnamirim também investiga a natureza exata do objeto.
A suspeita é de que o objeto seja um simulacro usado em airsoft ou paintball, não uma arma de fogo real. Se confirmada arma verdadeira, pais ou responsáveis podem responder criminalmente, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Estatuto do Desarmamento.
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Na quarta-feira (7), o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, exigiu a apuração do caso. O conselho pediu a eventual responsabilização dos adultos envolvidos.
Casos de armas de fogo perto de crianças já levaram outras famílias à Justiça. Em julho, pais foram indiciados após a morte de uma criança baleada acidentalmente em Belo Horizonte.





























