O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que vai usar o "capital político" do início do governo para aprovar o fim da reeleição, se eleito. Ele negou que a medida sirva para viabilizar o retorno do pai, Jair Bolsonaro, em 2030.

"Eu sou a favor do fim da reeleição. Eu vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC, para redemocratizar o nosso país nesse sentido", disse Flávio a jornalistas, após reunião com a cúpula da federação União Brasil-PP.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que a federação União Brasil-PP formalizou apoio a Flávio no segundo turno. Ele também reafirmou que não pretende disputar um novo mandato em 2030, caso vença a eleição deste ano.

A proposta de Flávio prevê o mandato presidencial de quatro anos e inclui uma cláusula restringindo candidaturas de parentes até o terceiro grau em caso de fim da reeleição, segundo a RedeTV!.

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A disputa de 2030 em aberto

O posicionamento contesta falas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que indicou a possibilidade de retorno do ex-presidente ao Poder Executivo em quatro anos, segundo a RedeTV!.

"O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro", disse Valdemar, em entrevista à CNN citada pela RedeTV!.

A Constituição prevê a chamada inelegibilidade reflexa, que restringe a candidatura de cônjuges e parentes de até segundo grau do presidente dentro de sua jurisdição. A regra impediria, por exemplo, que um filho ou cônjuge de Flávio disputasse a Presidência logo em seguida.

Sem Flávio podendo concorrer em 2030, Tarcísio de Freitas (Republicanos) desponta como nome com caminho aberto à Presidência.

O governador paulista articula apoio de partidos a Flávio no segundo turno. Horas antes, Flávio já havia repetido a promessa de não disputar reeleição em aceno a Tarcísio.

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A comparação com o 11 de setembro

Em outro momento da coletiva, Flávio comparou o presidente Lula (PT) ao piloto de um dos aviões que atingiram as Torres Gêmeas nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Flávio ainda disse que Lula "é o piloto do avião que está em direção à torre lá nos Estados Unidos no 11 de setembro", ao criticar as políticas do adversário petista no segundo turno.

O que acontece agora

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para o dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro e Lula. A proposta de fim da reeleição ainda não foi detalhada em texto final por Flávio, segundo o g1.