A federação União Brasil-PP declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial nesta terça-feira (6), após reunião em Brasília com deputados e senadores eleitos. A decisão foi tomada por aclamação, segundo a senadora Tereza Cristina, e encerra a neutralidade anterior.
Participaram do encontro o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, o presidente do PP, Ciro Nogueira, e o senador eleito Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara.
Juntas, as duas siglas terão 87 deputados federais na legislatura que começa em 2027: 46 do União Brasil e 41 do PP, além de seis senadores de cada partido.

"As executivas se reuniram e decidiram, por unanimidade, o apoio no segundo turno ao presidente Flávio Bolsonaro. E também houve o fechamento de questão", disse Tereza Cristina.
O fechamento de questão significa que os parlamentares das duas siglas ficam oficialmente orientados a trabalhar pela eleição de Flávio. Tereza Cristina afirmou que a eventual punição a quem mantiver apoio a Lula ainda será discutida, sem prazo definido.
Por que a federação saiu da neutralidade
A federação ficou neutra no primeiro turno porque Ciro Nogueira evitou confronto direto com Lula, de olho em sua própria reeleição ao Senado pelo Piauí. Derrotado nessa disputa, o presidente do PP passou a defender abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A federação União Brasil-PP tinha cancelado sua convenção nacional em agosto para manter a neutralidade entre os dois principais nomes da disputa.
A decisão desta terça reverte essa posição.
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A mudança também tem efeito local. O líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (RJ), citou o apoio recíproco entre PL e PP às candidaturas de Celina Leão, no Distrito Federal, e Mailza, no Acre.
Celina Leão, governadora do DF, participou da reunião. Ela disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT), depois de reduzir sua vantagem na reta final do primeiro turno.
O movimento se soma a uma sequência de adesões a Flávio nesta terça. Mais cedo, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, declarou apoio ao senador durante agenda em Goiânia.
Até a véspera da reunião, o cenário já mostrava maior concentração de apoios em torno de Flávio. Novo, representado por Romeu Zema, e Republicanos indicavam apoio ao senador. Do lado de Lula, nenhum partido de centro havia formalizado adesão expressiva até aquele momento.
O que acontece agora
O próximo passo é o debate entre os dois candidatos, já confirmado pelas campanhas, antes do segundo turno marcado para 25 de outubro. As direções do União Brasil e do PP ainda vão decidir se parlamentares que apoiarem Lula serão punidos.





























