O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma nesta sexta-feira (9) os atos de campanha para o 2º turno com uma caminhada no Distrito Federal, após dedicar a semana a reorganizar a equipe depois do resultado apertado do 1º turno.

O 1º turno terminou no último domingo (4) com a menor diferença da história entre os dois primeiros colocados. Flávio Bolsonaro (PL) somou 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula, diferença de apenas 1,87 ponto percentual.

Como mostrou a TV Sim Brasil, Lula chamou o próprio esforço de campanha mais desorganizado desde 1989 e trocou o comando da coordenação nesta semana.

Os três novos coordenadores são políticos do Nordeste. O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, assume a coordenação política. O senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil, cuida da agenda, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI), comanda a comunicação.

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Entre as mudanças, o presidente passou a investir numa força-tarefa digital com jovens parlamentares eleitos e influenciadores, depois de resistir à ideia de gravar vídeos mais informais para as redes sociais. No fim, ele cedeu à pressão da própria equipe.

A virada digital acompanha um movimento mais amplo. Partidos de esquerda da América Latina também passaram a fazer campanha por Lula nas redes sociais, como mostrou a TV Sim Brasil.

Lula afirmou que pretende dar mais entrevistas a emissoras de rádio e passar mais tempo nas redes sociais até o fim do 2º turno. A ideia é ampliar o alcance fora das redações tradicionais.

A escolha por começar pelo Nordeste não é acaso. A pesquisa Datafolha divulgada na véspera, registrada no TSE sob o número BR-0949/2026, mostrou Lula com 62% dos votos na região, ante 31% de Flávio.

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É a maior vantagem regional de qualquer candidato no levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

O que acontece agora

Neste sábado (10), Lula caminha em Natal, no Rio Grande do Norte, primeiro destino da nova rodada de viagens do 2º turno. Depois, a campanha prevê comícios no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo.

Os três estados concentram a agenda dos presidenciáveis nesta reta final.