Um ato de estudantes em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) foi interrompido na noite de quinta-feira (8) na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Aracaju, após relatos de que um homem armado teria efetuado disparos durante a manifestação.
A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe informou, em nota, que está apurando a denúncia. Até a publicação desta matéria, não há confirmação oficial de que os disparos tenham ocorrido, nem registro de feridos.
Segundo a nota da Secretaria, a Polícia Civil vai atuar na apuração, incluindo coleta e análise de imagens da região, para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) recebeu os relatos e está verificando.
Estudantes relataram que o homem chegou em um carro de cor prata, desceu do veículo e efetuou disparos para o alto antes de deixar o local. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento da confusão, com pessoas correndo.
“É a primeira vez que eu vi uma pessoa atirando. Gostaria de orientar as pessoas. É claro que todo mundo ali motivado pelas emoções, mas a nossa segurança em primeiro lugar”, relatou um estudante que estava no local, em publicação nas redes sociais.
O Diretório Central dos Estudantes da UFS repudiou o episódio em nota: “Sacar uma arma e disparar contra o céu diante de uma manifestação pacífica é um ato de grave irresponsabilidade que ameaça a vida e afronta a democracia”.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o episódio como “violência política” em publicação nas redes sociais, citando o 8 de janeiro de 2023 como precedente do mesmo tipo de escalada.
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Trata-se de violência política: o mesmo ambiente de radicalização que contribuiu para a morte de pessoas inocentes em 2018 e 2022 parece estar ganhando força outra vez. Basta de violência política, intolerância e ataques à democracia.
Um dos organizadores da manifestação classificou o atirador como bolsonarista em relato nas redes sociais, mas essa identificação não foi confirmada por nenhuma autoridade. A Polícia Civil informou que ainda não identificou o suspeito, e isso mantém o episódio sem versão oficial completa.
O episódio ocorreu na mesma semana em que movimentos estudantis organizaram atos pró-Lula em 12 estados e no Distrito Federal.
Um dia antes, a UNE já havia levado estudantes às ruas do Rio de Janeiro em ato semelhante. A mobilização ocorre às vésperas do 2º turno, marcado para 25 de outubro.
A UFS não é a única universidade federal sob tensão no período eleitoral: a UFPE recebeu recursos do MEC depois de um incêndio que seguiu uma semana de ameaças contra a universidade, no valor de R$ 128 milhões.
O que acontece agora
A Polícia Civil de Sergipe segue analisando imagens da região para confirmar se houve disparos e tentar identificar o homem. Ainda não há prazo para a conclusão da apuração nem informação sobre eventual prisão.





























