As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira (21), impulsionadas por balanços corporativos positivos do terceiro trimestre. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,91%, aos 644,47 pontos. O rendimento dos títulos franceses de 10 anos ultrapassou 5% pela primeira vez desde 2002.
Segundo o Valor, em Londres o FTSE 100 subiu 0,19%, aos 10.752,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,35%, aos 25.645,04 pontos, e o CAC 40, de Paris, teve alta de 1,06%, aos 7.921,68 pontos.
O movimento também chegou a Milão, Madri e Lisboa. O FTSE MIB subiu 1,17%, o Ibex 35 avançou 1,01% e o PSI 20 ganhou 0,46%, de acordo com a CNN Brasil.
Entre as empresas, a Randstad disparou 20,16% após divulgar resultados trimestrais melhores que o esperado. A EssilorLuxottica subiu 15,48% em Paris, impulsionada pelas vendas de óculos inteligentes feitos em parceria com a Meta.
Do outro lado, o Carrefour caiu 13,80% depois de reduzir a projeção de lucro para 2026. A Michelin recuou 7,16% após informar queda nas vendas nos primeiros nove meses do ano.
O alívio nas bolsas conviveu com tensão na renda fixa francesa. Segundo o Valor, os protestos contra o corte de gastos no Orçamento levaram o rendimento dos OATs (títulos públicos) de 10 anos a 5,001%, de 4,916% no fechamento anterior.
É o maior nível desde 2002.
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O mau humor com a dívida contaminou outros países da zona do euro: os Bunds alemães de 10 anos avançaram para 3,430%, de 3,417%, e os títulos italianos foram a 4,566%, de 4,511%, no mesmo vencimento.
A crise da dívida francesa já era classificada como alerta global antes desta quarta. Natalia Gurushina, economista-chefe da VanEck, avalia que, se o rendimento médio permanecer nesse patamar, os gastos da França com juros podem superar 5% do PIB em cinco anos.
Por que o Ibovespa não seguiu a alta da Europa?
O Ibovespa não acompanhou o movimento europeu. A bolsa brasileira fechou em leve queda, perto de 206,5 mil pontos, em meio à cautela dos investidores às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais, no próximo domingo (25).
Novas pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do dia mantiveram o mercado local em compasso de espera, mesmo com o exterior positivo e a queda do dólar ante o real. É o mesmo padrão que se repete desde o início do 2º turno.
No fundo, o mercado reage à eleição antes de a economia mudar de fato. A tensão entre balanços positivos e dívida cara já havia derrubado bolsas da Europa e contagiado o Ibovespa em outro pregão neste mês.
No Reino Unido, a inflação ao consumidor acelerou acima do esperado em outubro. Segundo a consultoria Capital Economics, a alta refletiu principalmente os preços de combustíveis e reforça a perspectiva de uma elevação de 25 pontos-base nos juros pelo Banco da Inglaterra em novembro.





























