Entregadores de aplicativo fizeram uma motociata nesta quarta-feira (21) em São Paulo em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) e contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O ato defendeu a democracia e a manutenção do fim da escala 6x1.
A concentração foi na Praça Charles Miller e o grupo seguiu pelas avenidas Pacaembu, Heitor Penteado e Paulista até a Praça Roosevelt. O ato foi convocado pelo MTST, pelo VAT, pela Frente Povo sem Medo e pelo Movimento dos Trabalhadores sem Direitos.
Compareceram a deputada Ediane Maria (PSOL) e o deputado eleito Leonardo Grandini (PT).
O Bolsonaro ficou quatro anos fazendo motociata, mas, na verdade, quem estava na rua foram os empregadores. A gente está fazendo o mesmo com a motociata.
A fala é de JR Freitas (PSOL), liderança do movimento por direitos dos entregadores. Segundo ele, foi a primeira motociata convocada por trabalhadores de esquerda em São Paulo.
O formato virou marca do bolsonarismo nas eleições de 2018 e 2022.
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Nas mochilas de entrega, conhecidas como "bags", havia adesivos da campanha de Lula, contra Flávio e também contra o presidente americano Donald Trump. Entregadores levaram placas com os dizeres "Abre o sigilo, Flávio".
A frase é referência ao desafio que Lula fez no debate da Band para que o adversário libere os próprios sigilos.
JR Freitas defendeu regulamentação com direitos mínimos para a categoria, mas sem volta ao regime CLT tradicional: "Esse trabalhador rejeita a CLT, mas não rejeita os direitos. Queremos a flexibilidade de horários."
Segundo ele, o governo Lula falhou em entender os anseios dos entregadores ao insistir na lógica da CLT, o que afastou parte da categoria, hoje dividida entre apoiadores de Lula e de nomes da direita como Flávio, Pablo Marçal (PRTB) e Renan Santos (Missão).
O governo apresentou ao Congresso um projeto para regulamentar o trabalho dos entregadores, do mesmo debate que levou o Senado a aprovar em 1º turno o fim da escala 6x1. A proposta não avançou por resistência de parlamentares.
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JR Freitas cobra que, se Lula for reeleito, o texto seja levado à votação no Congresso.
O que acontece agora
A motociata em São Paulo faz parte de uma mobilização nacional de motociclistas e entregadores, com atos semelhantes previstos em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro antes da votação de domingo (25).
No mesmo dia, do outro lado da disputa, o governador Tarcísio de Freitas anunciou 50 eventos de apoio a Flávio para este sábado (24). Os dois lados tentam ocupar a rua na mesma reta final, cada um com sua própria mobilização de massa.





























