A divulgação do resultado do 1º turno foi seguida por uma alta da bolsa de valores e uma queda dos juros futuros. Isso não significa que a economia tenha mudado da noite para o dia: bancos e fundos reavaliaram expectativas para os próximos anos.
Segundo o fechamento da B3, no 1º pregão após o resultado o Ibovespa subiu 7,70% e fechou em 206.911,89 pontos, com máxima intradiária de 209.605,70 pontos. Foi a 1ª vez que a bolsa superou os 200 mil pontos.
Os juros futuros também recuaram com o chamado "trade eleitoral". O contrato de DI para 2029 caiu de cerca de 13,6% para 12,6%, queda de 1 ponto percentual na semana do resultado.
Por que o mercado se move antes de a eleição terminar?
O mercado financeiro reage não apenas ao que acontece no presente, mas também ao que pode acontecer no futuro. Por isso, pesquisas, declarações e resultados eleitorais provocam oscilações em ações, moedas e juros.
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O cenário internacional também influencia essas oscilações: o dólar caiu nesta semana com o petróleo em alta e a eleição no radar. Essas oscilações refletem a expectativa do mercado, mas não revelam, por si só, a situação real da economia.
O movimento já havia aparecido antes: o Ibovespa subiu em 7 dos 8 outubros eleitorais desde 1994, e a disparada depois do 1º turno teve correção nos dias seguintes, quando a Bolsa caiu um dia depois do rali eleitoral recorde.
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O que muda no bolso do brasileiro?
Para entender o efeito de cada cenário sobre a população, é preciso olhar outros indicadores, além da bolsa e dos juros futuros: emprego, renda, preços e benefícios sociais.
Esses números só respondem às eleições depois, com defasagem, porque dependem de decisões de política econômica que ainda não foram tomadas.
O 2º turno acontece no domingo (25), e o mercado deve seguir reagindo a pesquisas e a sinalizações sobre a política econômica dos próximos quatro anos, sem esperar o resultado final para se mexer.





























