O Brasil deve voltar à 8ª posição entre as maiores economias do mundo em 2027, com PIB projetado em US$ 2,8 trilhões, segundo o FMI. O país ocupa hoje o 10º lugar e não chegava à 8ª posição desde 2017.

Pela projeção do FMI, divulgada em 16 de outubro no relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook), o Brasil deve superar a Itália, com PIB estimado em US$ 2,77 trilhões, e a Rússia, com US$ 2,68 trilhões, em 2027.

Em 2026, o PIB brasileiro está projetado em US$ 2,655 trilhões.

O cálculo considera o PIB nominal, medido em dólares.

A subida no ranking não significa aceleração da economia brasileira. O FMI projeta desaceleração do crescimento real do PIB nos próximos anos: 2,3% em 2025, 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.

O mesmo relatório já havia cortado a previsão de crescimento do Brasil e da China em relação a estimativas anteriores do próprio Fundo.

No mesmo relatório, o FMI projeta crescimento de 3,1% para a economia global em 2026, acima do ritmo esperado para o Brasil. Para 2027, a expansão mundial deve acelerar a 3,4%, enquanto o Brasil segue com previsão de 1,9%.

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Em julho, o FMI já havia revisado a previsão de crescimento do PIB brasileiro, alinhando a estimativa à do próprio governo.

O Brasil já esteve mais bem colocado no ranking?

Já esteve. A melhor posição histórica do país foi a 7ª colocação, alcançada em 1995 e mantida entre 2010 e 2014. Depois disso, o Brasil caiu no ranking e não retornou à 8ª posição desde 2017.

O ranking reflete o tamanho da economia em dólares, não o ritmo em que ela cresce por dentro. Por isso, o país pode subir de posição global mesmo com o PIB real perdendo fôlego.

O FMI também já havia pressionado o governo por um ajuste fiscal mais urgente nas contas públicas, tema que deve seguir no radar mesmo com a economia subindo no ranking mundial.

A previsão do Fundo é que o Brasil permaneça na 8ª posição entre as maiores economias do mundo até 2031, de acordo com os dados divulgados em outubro.