A Petrobras atingiu R$ 800 bilhões em valor de mercado nesta quarta-feira (14), recorde histórico e marca inédita entre as empresas da América Latina. O avanço veio puxado pela alta do petróleo e por produção recorde em setembro, segundo dados do mercado e da ANP.
As ações preferenciais (PETR4) fecharam o dia a R$ 58,11, alta de 2,22%. As ordinárias (PETR3) encerraram em R$ 65,02, com valorização de 1,94%.
No acumulado de 2026, a PETR3 sobe 105,3% e a PETR4 avança 94,4%. Só em outubro, até quarta-feira, os ganhos já chegam a 19% e 16%, respectivamente.
O movimento acompanha a euforia do mercado financeiro nas semanas após o 1º turno das eleições presidenciais.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, fechou a US$ 106,06 na quarta, acumulando alta de 75% no ano. A tensão entre Arábia Saudita e os houthis do Iêmen aumenta o temor de escassez na oferta, segundo Lucas Xavier, analista da AW Capital.
A produção da companhia chegou a 2,96 milhões de barris por dia em setembro, dado preliminar da ANP, 1% acima de agosto. O mercado e a imprensa especializada classificaram o resultado como recorde mensal, leitura que a própria ANP não confirmou.
A média do terceiro trimestre ficou em 2,89 milhões de barris diários, 6% acima do trimestre anterior e acima do consenso de mercado. Com o novo patamar de valor de mercado, a Petrobras assumiu a liderança entre as maiores empresas da América Latina.
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Os fatores por trás do recorde
"Esses números podem levar o mercado a elevar suas projeções para a companhia", avaliam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, do Bradesco BBI. Eles ponderam que o recorde de setembro pode não se repetir todos os meses.
O Bank of America elevou a estimativa de produção da Petrobras para 2,9 milhões de barris/dia em 2027 e 3,1 milhões em 2028, e subiu o preço-alvo da ação de R$ 55 para R$ 70.
O novo preço-alvo aponta espaço de alta de 23% para a ação. Para o banco, o movimento de valorização da Petrobras ainda não terminou, mesmo após o rali deste ano.
A empresa também colhe o efeito de um lucro recorde no 2º trimestre, quando o resultado somou R$ 52,4 bilhões, alta de 96,8% sobre o mesmo período do ano anterior.
Parte do fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira também é atribuída ao resultado do 1º turno das eleições, segundo analistas consultados pelo mercado financeiro.
Na terça (13), a companhia informou que vai receber US$ 859 milhões de parceiras de um consórcio, movimento que reforça o caixa da estatal em meio à sequência de recordes.





























