O Brasil não atingiu a meta de cobertura para a maioria das vacinas oferecidas na rede pública, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados neste sábado (17). Das 16 principais vacinas para bebês de até 1 ano, 14 ficaram abaixo da meta recomendada.

A poliomielite ilustra o problema. A cobertura está em 88%, enquanto a meta é de 95%. A vacina contra a febre amarela também está distante do objetivo.

Segundo o Instituto Butantan, nenhum estado brasileiro atingiu a meta de 95% para a poliomielite em 2025; a região Norte teve o menor índice do país, com 78,8%. O Brasil está em processo de recuperação das coberturas vacinais desde 2022.

Neste sábado, Dia Nacional da Imunização, postos de saúde promoveram mutirões pelo país. Em Curitiba, cerca de 300 voluntários ajudaram a população a atualizar a carteira de vacinação.

Em São Paulo, a campanha teve como foco pessoas com mais de 60 anos. No Rio de Janeiro, a ação ocorreu no campus da Fiocruz, em Manguinhos, com atividades para crianças.

"Nós estamos hoje aqui no evento com o slogan Vacina é vida. A importância das vacinas é mencionar para a população que as vacinas são eficazes e seguras e que nos protegem contra doenças infecciosas graves", comentou a pesquisadora da Fiocruz Minas Andréia Teixeira Carvalho.

É uma luta diária para proteger ela. E agora com a vacina é como se a gente desse uma respirada.

A frase é de Ana Clara, mãe que levou a filha para vacinar em Rio Branco (AC).

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O tema já motivou proposta do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, por uma campanha nacional para recuperar a cultura vacinal no país.

Em julho, São Paulo chegou a 13 casos de sarampo em 2026, e o Ministério da Saúde ampliou a dose zero para bebês.

Em agosto, o país já havia promovido um Dia D de vacinação infantil contra 20 doenças, em mutirão nacional semelhante ao desta semana.