Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (17), em comício em Salvador, que vai governar o Brasil para todas as pessoas e ajudar a Bahia "independentemente de quem seja o governador". O estado é hoje comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Lula.
O 2º turno entre os dois é no dia 25 de outubro.
O ato percorreu o trajeto entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra, na tarde deste sábado. Aliados do candidato do PL afirmam que a ida à Bahia busca reduzir a vantagem de Lula no Nordeste, região de maior força eleitoral petista.
Lula venceu a disputa baiana no 1º turno com 66,17% dos votos válidos, contra 28,53% de Flávio. Em Salvador, a diferença foi parecida, de 65,26% a 27,03%.
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O PT também elegeu o governador Jerônimo Rodrigues, reeleito logo no 1º turno. O partido elegeu ainda os dois senadores do estado, Jaques Wagner e Rui Costa. A força petista na Bahia é um dos principais obstáculos à estratégia nacional de Flávio.
"Vou manter o Bolsa Família, com reajuste", afirmou Flávio, que disse ainda querer reduzir a dependência de auxílios do governo federal.
Ele também pediu que os apoiadores enviassem uma "mensagem" ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, e encerrou o discurso prevendo o "fim da era Lula".
O que Flávio prometeu para a Bahia
Para a Bahia, Flávio prometeu entregar a ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica, dizendo que seu governo não deixará "obra importante inacabada". Ele comparou o projeto à promessa de campanha de Lula sobre o preço da picanha.
A ponte é igual à promessa da picanha do Lula, nunca vira realidade
As obras, porém, já começaram em julho de 2026, no canteiro de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. O governo federal formalizou nesta semana o repasse de R$ 3 bilhões ao projeto, que soma R$ 11,6 bilhões entre União, estado e iniciativa privada.
A obra já recebeu o primeiro grande equipamento chinês para o canteiro, e a conclusão está prevista para junho de 2031.
No mesmo evento, a Câmara de Vereadores de Salvador concedeu a Flávio o título de cidadão soteropolitano. A honraria chegou a ser suspensa por decisão judicial e foi liberada horas antes do ato.
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Jerônimo reagiu dizendo que a visita do candidato é "um princípio democrático", mas questionou a concessão do título a quem, segundo ele, não teve contribuição direta com a cidade.
O que acontece agora
O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece no domingo (25/10). Na Bahia, prefeitos já se dividem entre Jerônimo, que mobiliza aliados de Lula, e ACM Neto, que faz campanha por Flávio.
A disputa pelo apoio dos prefeitos baianos mostra como a eleição presidencial também se decide no tabuleiro local, a uma semana da votação final.





























