Nove candidatos ligados a igrejas evangélicas não se elegeram para a Câmara dos Deputados ou a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de outubro. Entre os derrotados estão David Soares, da Igreja Internacional da Graça, e Cezinha de Madureira, da Assembleia de Deus.

Também perderam a disputa Daniel Soares, Rogério de Madureira, Gilberto Nascimento, Edna Macedo, André Santos, Pastora Sandra Alves e Sonaira Fernandes, ligados a igrejas como a Graça, a Assembleia de Deus, a Mundial do Poder de Deus e a Universal.

Pelo menos três candidatos ligados a igrejas evangélicas se elegeram em São Paulo. O pastor Marco Feliciano (PL) foi reeleito com 122.119 votos, e Altair Moraes (Republicanos) teve 94.770.

Lucas Pavanato (PL) teve a votação mais expressiva entre os três, com mais de 3 milhões de votos, a 2ª maior do país para deputado federal.

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Outro desdobramento do 1º turno em São Paulo foi a volta de João Paulo Cunha à Câmara, 13 anos após a condenação no mensalão.

O que os números revelam sobre o eleitorado evangélico

Os números mostram um eleitorado evangélico dividido entre nomes antigos e novos nestas eleições. Parte dos candidatos tradicionais perdeu espaço, enquanto outros, como Pavanato, cresceram com apelo que vai além do discurso religioso tradicional entre os eleitores mais jovens.

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O resultado reforça que o peso de igreja, sozinho, deixou de garantir vaga automática na Câmara. A nova Câmara, eleita neste 1º turno, também tem mais deputados brancos pela primeira vez desde 2014, segundo levantamento do TSE.

O que acontece agora

Os deputados e deputadas estaduais e federais eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, início da nova legislatura. Até lá, as bancadas religiosas no Congresso e na Alesp devem se reorganizar com a saída dos nomes derrotados.

A regra do quociente eleitoral, que elegeu 485 dos 513 deputados federais pela média partidária, ajuda a explicar por que nomes de peso individual, como Pavanato, puxam outros candidatos da mesma legenda.