O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado morto e carbonizado dentro do próprio carro em uma estrada rural de São João da Boa Vista (SP) na noite de quarta-feira (7). A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.
Ele era titular da 2ª Vara de Mococa (SP), a 77 km do local.
Gustavo nasceu em Mogi das Cruzes (SP), em 1981, e trabalhava na área jurídica desde 2004, primeiro como advogado e depois como delegado da Polícia Civil no Espírito Santo.
Ingressou na magistratura paulista em 2014, como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, em Barretos. Depois, passou por Tambaú e Santa Rita do Passa Quatro antes de assumir a 2ª Vara de Mococa, em 2021.
A Polícia Civil instaurou inquérito pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. Segundo o delegado Jorge Mazzi, a apuração está em fase inicial, e todas as hipóteses são consideradas.
A perícia preliminar não encontrou ferimentos por arma branca ou de fogo, nem marcas aparentes de violência. Um galão com forte odor de gasolina foi encontrado perto dos pedais do carro, segundo a perícia.
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Não havia indícios de furto. A aliança seguia no dedo da vítima, e a carteira estava no console da porta, segundo o boletim de ocorrência.
Uma testemunha viu o carro em chamas por volta das 20h15 de quarta-feira e tentou apagar o fogo com uma retroescavadeira, jogando terra sobre o veículo, antes da chegada dos bombeiros.
O corpo foi identificado por uma tatuagem no lado esquerdo do abdômen e pelos documentos pessoais encontrados na carteira, segundo o registro policial.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mococa divulgou nota dizendo estar "estarrecida" com a morte do magistrado.
Dr. Gustavo de Castro Campos era um juiz amplamente respeitado por toda a advocacia, destacando-se sempre pela urbanidade, cordialidade e pelo profundo respeito no trato diário com os operadores do Direito e servidores da Justiça.
O TJ-SP também lamentou a morte em nota, destacando a "dedicação e contribuições prestadas ao longo da carreira" do magistrado. A Prefeitura de Mococa decretou luto oficial de três dias.
Gustavo deixa uma filha de 9 anos, segundo a CNN Brasil.
O que acontece agora
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) segue com o inquérito, com exames periciais, análise de imagens e oitiva de testemunhas ainda em andamento. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.
A segurança de magistrados é tema recorrente no Brasil. Em julho, o ministro Edson Fachin, do STF, revelou que cem magistrados no país relatam ameaças por atuar contra facções criminosas.





























