O lucro por boi confinado chegou a R$ 1.210,21 no Sudeste em setembro, contra R$ 906,75 no Centro-Oeste, uma diferença de R$ 303,46 por cabeça, a maior do ano. Os dados são do ICAP, índice da Ponta Agro que acompanha o custo alimentar dos confinamentos.
A diferença vem de caminhos opostos: o custo da alimentação ficou estável no Sudeste e o boi gordo valorizou, enquanto o Centro-Oeste sentiu alta nas despesas com ração.
No Sudeste, a cotação do boi gordo subiu 4,40% em setembro, para R$ 356 a arroba, enquanto o custo alimentar diário avançou só 0,26%, para R$ 11,57 por cabeça.
Essa combinação levou a relação entre preço do boi e custo de alimentação a um recorde histórico na região: uma arroba passou a pagar 30,77 dias de cocho, superando pela primeira vez a marca de 30 dias.
Os números acima resumem o mês: o Sudeste pagou menos pela ração e vendeu o boi mais caro, invertendo a pressão que normalmente penaliza o pecuarista.
No Centro-Oeste, o cenário foi o inverso. O ICAP da região subiu 6,64% em setembro, para R$ 12,68 por cabeça por dia, a maior alta mensal desde março.
O custo da dieta de terminação também avançou 6,46%, para R$ 1.088,66 por tonelada de matéria seca, interrompendo uma sequência de cinco meses de queda nesse indicador.
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O consumo diário de matéria seca por animal subiu pelo sexto mês seguido, para 10,02 quilos. Mais ração consumida, somada ao preço maior dela, pressionou o custo total do confinamento na região.
O Sudeste tem o menor custo alimentar entre as duas regiões há sete meses seguidos, segundo o ICAP, um intervalo que ajuda a explicar por que o boi gordo também vem batendo recordes de preço no mercado nacional.
O que explica a disparada do boi gordo
A valorização da arroba no Sudeste acompanha um movimento nacional de recordes seguidos. Em setembro, o preço já subia mesmo com entraves à exportação, como cota da China perto do limite e suspensão da carne brasileira pela União Europeia.





























