O PT atribui a aliados a desorganização que levou Lula ao 2º turno atrás de Flávio Bolsonaro. Segundo o Poder360, a busca por responsáveis recai sobre a primeira-dama Janja da Silva, o ministro Sidônio Palmeira e o coordenador Edinho Silva.
Janja decide quem sobe nos palanques e nos carros de som, e aliados não esperam que ela saia de cena, segundo o Poder360. A crítica à primeira-dama já era pública: a coordenadora Kátia Abreu pediu mais espaço para o vice-presidente Alckmin dias antes.
O ministro Sidônio Palmeira (Secom), estrategista de comunicação, é criticado por aliados por conduzir a campanha de forma "engessada" e enfrenta pedidos internos de demissão. Ele é sócio de Raul Rabello, responsável pela propaganda eleitoral de Lula.
Flávio Bolsonaro já trocou de marqueteiro duas vezes na mesma campanha: Marcello Lopes deu lugar a Eduardo Fischer em meio à crise do caso Dark Horse, ligado ao Banco Master, e Fischer foi substituído por Duda Lima em julho.
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Edinho Silva, presidente do PT e coordenador-geral da campanha no 1º turno, é apontado por aliados como responsável pela escolha das agendas e pela demora no envio de material gráfico aos estados. A crítica partiu sobretudo de petistas do Rio de Janeiro.
O discurso de legado também é citado como erro: Lula apostou numa campanha centrada na própria experiência. Segundo aliados, ele tratou 2026 como "sua última tentativa de ser presidente" e por isso insistiu em falar do próprio histórico.
Na mesma reunião em que chamou a campanha de desorganizada, Lula também falou sobre a dificuldade de se conectar com parte do eleitorado:
Nós temos uma classe trabalhadora que não quer carteira, que quer trabalhar por conta própria. Temos que lidar com isso. Fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade.
A fala expôs em público uma disputa interna que já vinha sendo tratada nos bastidores havia dias.
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Dias depois, o PT anunciou a nova coordenação para a reta final.
O que muda no comando da campanha
Lula já reorganizou o comando para o 2º turno, com Camilo Santana na coordenação política, Rui Costa na agenda e Rafael Fonteles na comunicação.
O presidente também retomou as agendas de rua nesta sexta-feira (9), começando pela Ceilândia (DF) e seguindo para Natal (RN) no sábado.





























