O faturamento do turismo no Brasil somou R$ 25,5 bilhões em julho, o maior valor para o mês desde 2012, segundo levantamento da FecomercioSP com dados do IBGE. No acumulado de 2026, o setor já soma R$ 168,8 bilhões, alta de 3,4%.

A projeção da entidade é de alta de 4% no faturamento total de 2026, levando o setor a um patamar inédito: perto de R$ 300 bilhões no ano. O resultado dá sequência a outro recorde mensal registrado em abril.

O transporte aéreo liderou os gastos em julho, com R$ 8,1 bilhões: a demanda por voos domésticos subiu 4% e o número de passageiros cresceu 2,4%.

Os meios de hospedagem vieram em seguida, com cerca de R$ 5,6 bilhões em julho, queda de 1,4% ante o mesmo mês do ano passado. É sinal de que o turista está gastando diferente, não necessariamente mais em cada setor.

Quais estados mais cresceram no turismo?

Na comparação regional, 16 estados e o Distrito Federal tiveram alta no período; 10 registraram queda. São Paulo segue na liderança, com cerca de R$ 7 bilhões, 40% do total do país.

A maior variação percentual, porém, foi da Bahia: alta de 18,7%, com receita de R$ 759 milhões. O resultado mostra que o crescimento não fica só no eixo já consolidado de São Paulo.

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Sobretudo no pós-pandemia, viajar se tornou um desejo cada vez mais presente entre as famílias. Por isso, mesmo diante de um orçamento mais apertado, o turismo acaba sendo priorizado. E há uma capacidade muito grande de adaptação: se uma passagem aérea para um destino mais distante fica cara, a família pode optar por uma viagem mais próxima, de carro ou com veículo alugado, reduzindo distâncias ou escolhendo uma hospedagem mais perto.

afirma a FecomercioSP, questionada pelo g1 sobre os motivos dos recordes. A entidade aponta o mercado de viagens corporativas aquecido e a valorização do turismo de lazer como fatores combinados.

O que acontece agora

Para 2026 fechar perto de R$ 300 bilhões, o setor precisa manter o ritmo até dezembro. Um possível entrave é a reforma tributária, que deve encarecer a passagem aérea em até 16%.

O turismo internacional também já eleva o padrão de bares e restaurantes no país.