Um levantamento do g1 identificou 61 candidatos que disputaram cargos em São Paulo nas eleições de outubro com registro irregular de redes sociais na Justiça Eleitoral. Os postulantes informaram apenas o nome de usuário, sem o endereço completo que a legislação eleitoral exige.

Entre os 61, há candidatos a deputado federal, estadual, ao Senado e ao governo do estado. Os partidos com mais casos foram Mobiliza, com 15, UP, com 13, e Missão, com 9, segundo o levantamento.

A Resolução 23.610/2019 do TSE obriga candidatos a informar o endereço eletrônico completo de blog, rede social ou aplicativo de mensagens no próprio pedido de registro de candidatura. Comunicar o endereço depois não livra da irregularidade nem da multa, segundo a jurisprudência do tribunal.

O TRE-SP informou ao g1 que atualmente tramitam 30 processos sobre falta de informação de redes sociais ou site por candidatos, número que dimensiona o problema além dos 61 casos do levantamento.

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Por que a exigência ganhou força agora?

A exigência ganhou destaque depois que o ministro Dias Toffoli, do TSE, restringiu a campanha digital do candidato à Presidência Renan Santos (Missão), em agosto, por perfis de redes sociais comunicados 12 dias após o prazo do registro.

A diferença entre um erro de preenchimento e uma omissão deliberada é o que vai definir se cada um dos 61 casos termina em simples correção ou em processo por propaganda irregular. É o que apontam especialistas ouvidos pelo g1.

Erro formal de preenchimento normalmente exige apenas regularização. Omitir perfis de fato usados na campanha, porém, pode configurar propaganda irregular, com sanções mais severas.

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Procurado pelo g1, o TRE-SP respondeu que a informação dos canais oficiais garante transparência e permite a fiscalização por parte da Justiça Eleitoral, do Ministério Público, dos adversários e da sociedade. A apuração mais aprofundada depende de provocação via representação ou ação judicial.

O que acontece agora

Os partidos citados ainda podem regularizar os cadastros ou responder às representações em andamento. O g1 procurou Mobiliza, UP e Missão, mas não obteve retorno até a publicação do levantamento.

Os 30 processos sobre o tema seguem em tramitação no TRE-SP. No caso de Renan Santos, o TSE liberou a campanha digital dois dias depois da suspensão.