Mais de 100 fã-clubes brasileiros se uniram no grupo "Fandoms com Lula" para ampliar os votos do presidente no 2º turno, depois de ele terminar o 1º turno atrás de Flávio Bolsonaro. A mobilização reúne fãs de Anitta, Luísa Sonza, BTS e BLACKPINK.
As estratégias incluem publicar fotos de artistas ao lado de Lula e distribuir cartilhas com roteiro de abordagem a eleitores, hospedadas no site "Quem compara vota Lula". O grupo se diz independente e sem filiação partidária, segundo a Folha de S.Paulo.
Uma das cartilhas em circulação, intitulada "Como vencer o 2º turno", não tem autoria declarada nem identificação visual da campanha oficial. Mas o arquivo, compartilhado no X, aparece associado ao e-mail de Ergon Cugler.
Cugler integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "Conselhão", órgão que assessora diretamente o presidente da República. Procurado pela Folha para explicar sua participação no documento, ele não respondeu.
A cartilha orienta concentrar a mobilização em dois públicos: pessoas com 70 anos ou mais, que têm voto facultativo e somam mais de 10% do eleitorado, e beneficiários de programas sociais.
A abstenção no 1º turno já havia sido a maior desde 1998, segundo o TSE.
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O movimento dos fandoms corre em paralelo a uma força-tarefa digital oficial da campanha. Lula se reuniu com deputadas eleitas com forte presença nas redes, como Erika Hilton (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG).
A disputa pelo voto nas redes sociais também tem lado nos apoiadores de Flávio Bolsonaro: cartilhas não oficiais do PL circulam em PDF pelo WhatsApp.
O material de apoiadores de Flávio defende focar em três frentes: a abstenção, o eleitor que votou em candidato de 3ª via no 1º turno e o eleitor de Lula "desiludido" com o petista.
Nenhuma reportagem identificou quem escreveu os dois conjuntos de cartilhas. A mobilização ocorre no momento em que analistas apontam que Lula precisa de uma virada inédita para vencer o 2º turno.
O ponto em aberto
Cartilhas não oficiais circulam dos dois lados, sem assinatura declarada nem resposta de quem foi procurado. A pergunta que fica é até onde esse material, de apoiadores fora da estrutura oficial, escapa das regras de transparência da propaganda eleitoral registrada.





























