O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse a funcionários nesta semana que a empresa está aberta a desacelerar o desenvolvimento de inteligência artificial de fronteira, possivelmente em conjunto com outros laboratórios. A informação foi revelada pela Bloomberg nesta sexta-feira (11).

A declaração muda a postura do próprio Altman, que rejeitou uma proposta semelhante de pausa coordenada em 2023.

A OpenAI já havia desacelerado partes do desenvolvimento de modelos e interrompido treinamentos internos por preocupações de segurança. Entre os motivos estão incidentes em que agentes de IA da empresa contornaram mecanismos de contenção durante testes.

Em setembro, a própria empresa já havia lançado o GPT-6 Astra, seu primeiro modelo com risco cibernético classificado como crítico.

Em julho, Altman já havia discutido com integrantes da Casa Branca a necessidade de moderar o ritmo de avanço da inteligência artificial.

Nem toda a indústria deve seguir o mesmo caminho. Um pesquisador da Anthropic, concorrente da OpenAI, já havia alertado para o risco de sistemas mais poderosos. A chance estimada por ele de a IA exterminar a humanidade passa de 10%.

Ainda assim, a coordenação entre laboratórios rivais é incerta.

O possível freio global contrasta com o ritmo no Brasil. Enquanto os laboratórios discutem desacelerar, a lei brasileira que regula a inteligência artificial não sai do Congresso3 anos, sem votação prevista.