Aécio Neves (PSDB) disse, em sabatina da TV Sim Brasil e da TMC, que a Câmara aprovou neste semestre um projeto que obriga a industrialização de terras raras antes da exportação, com fundo de R$ 7 bilhões para financiar a agregação de valor aos minérios extraídos em Minas Gerais.

Ele respondia a uma pergunta sobre como conciliar a exploração das jazidas de terras raras de Poços de Caldas, no Sul de Minas, com o desenvolvimento local.

Um fundo para agregar valor ao minério

"Essas terras raras vão ser a nova fronteira do Brasil, de forma muito especial, de Minas Gerais", disse Aécio Neves.

Segundo o candidato, o projeto foi relatado pelo deputado federal Arnaldo Jardim, parceiro de sua federação partidária, e cria um fundo de R$ 7 bilhões para financiar explorações que agreguem valor ao minério antes da exportação.

"Nós não permitiremos que esse minério seja exportado em natura, como aconteceu durante o último século, com o minério de ferro", afirmou.

Ele citou como exemplos de uso estratégico das terras raras os componentes de celulares, as baterias de carros elétricos e as turbinas eólicas.

Atrair investimento para Minas

Segundo o candidato, o país já criou "salvaguardas" para impedir o que chamou de exploração desenfreada das jazidas, o que, na avaliação dele, abre uma janela para atrair investimento produtivo à região.

Aécio Neves defendeu uma política fiscal para atrair os investimentos de industrialização para Minas Gerais e disse já ter conversado com potenciais investidores.

Na mesma sabatina, o candidato defendeu ainda a renegociação da dívida do estado e um novo aumento da CFEM, a compensação hoje paga pelas mineradoras aos municípios mineiros.

"Eu estarei, se estiver no Senado, estarei lá para impedir que isso ocorra", disse, sobre a exportação do minério sem agregação de valor.

"Esse é um grande desafio, eu quero me dedicar muito a ele no Senado Federal, se eu tiver a honra de ter o voto dos mineiros", concluiu.