O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pôs em operação nesta semana o Monan, seu próprio modelo de previsão do tempo, desenvolvido ao longo de três anos. O sistema roda no supercomputador Jaci, em Cachoeira Paulista (SP), com resolução global de 10 km e alcance de até 11 dias, atualizado duas vezes por dia.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a precisão das previsões brasileiras passa a estar no mesmo patamar de centros de referência dos Estados Unidos e da Europa.
Estamos garantindo que o Brasil tenha soberania sobre os seus próprios dados climáticos, usando um modelo desenhado para as especificidades tropicais da América do Sul. Isso se traduz em decisões públicas mais rápidas, proteção de vidas e apoio direto ao desenvolvimento econômico.
Afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
O modelo vai gerar alertas antecipados de tempestades, frentes frias e secas severas, além de apoiar o planejamento agrícola de plantio e colheita e estimar o volume de chuva em bacias hidrográficas.
A precisão extra pesa justamente num momento de clima mais extremo: o país enfrenta o El Niño muito forte que eleva o risco de seca e incêndio neste segundo semestre.
O mesmo tipo de alerta antecipado seria útil em eventos como o ciclone extratropical que trouxe chuva de até 200 mm ao Sul do Brasil em agosto. A expectativa do Inpe é que o novo modelo dê mais tempo de folga para esse aviso.
Os próximos passos
O Inpe já anunciou um modelo regional para a América do Sul, com resolução de 5 km, e uma ferramenta de previsão de curtíssimo prazo, de até 6 horas, batizada de nowcasting.


























