São Paulo confirmou mais 67 casos de mpox desde 4 de outubro, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. O estado soma, até agora, 300 diagnósticos da doença em 2026, sem nenhum óbito registrado, e 197 casos estão concentrados na capital paulista.
Os números apontam para uma elevação da mpox no estado nos últimos dias: os 67 novos casos representam cerca de 22% de tudo o que foi confirmado em São Paulo neste ano.
"Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita", diz Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), em nota à Agência Brasil.
O que muda para quem vive com HIV
Quem vive com HIV e tem contagem de CD4 abaixo de 200 células por milímetro cúbico, com 18 anos ou mais, já pode se vacinar: é o grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde, que também autorizou a compra de 20 mil doses.
Em São Paulo, a prefeitura retomou a vacinação de forma escalonada na sexta-feira (6 de novembro), para o mesmo público prioritário. A compra das 20 mil doses, de caráter preventivo, foi anunciada pelo Ministério da Saúde dois dias antes.
No Brasil, foram 665 casos de mpox em 2026 até outubro, uma queda de 94% frente aos mais de 10 mil casos de 2022. Em 2025, foram só 119 casos no ano inteiro, o que mostra o salto deste ano.
O Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos nacionais, com 207 dos 298 registrados entre janeiro e 6 de novembro, depois de os casos se multiplicarem por 7 em dois meses.
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Minas Gerais também soma casos: o estado chegou a 33 registros em 2026 na semana passada.
"No momento não há necessidade de uma vacinação em massa", afirma a infectologista Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML).
A vacina funciona como reforço estratégico, não como resposta a uma epidemia fora de controle. O Brasil está bem abaixo do pico de 2022, mesmo com o aumento recente em São Paulo e no Rio.
Quais são os sintomas da mpox
Os sintomas da mpox começam com febre, dor de cabeça, dores musculares e cansaço, além do aumento de linfonodos no pescoço, nas axilas e na virilha. As lesões de pele surgem depois, como manchas que evoluem para bolhas e crostas.
O período de incubação varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21, e os sintomas costumam durar de 2 a 4 semanas. Crianças, gestantes e pessoas imunossuprimidas têm mais risco de formas graves.






























