O governo Lula planeja começar o quarto mandato, em 5 de janeiro de 2027, com 40 ministérios, o maior número desde a redemocratização do Brasil. Hoje são 38 pastas; o recorde anterior era do 2º mandato de Dilma Rousseff, com 39.
Para comparação, FHC teve 30 ministérios; Temer, 29; e Bolsonaro governou com 23.
O número não se repete: cada barra acima é o tamanho que um governo diferente escolheu para a própria máquina.
Por que o governo está crescendo
O aumento busca cumprir promessas de campanha e acomodar aliados e partidos do Centrão em troca de apoio no Congresso. As novas pastas em estudo tratam do envelhecimento da população e da regulação de plataformas digitais.
Entre as novidades está o Ministério da Segurança Pública, criado por medida provisória depois da aprovação da PEC da Segurança, na terça-feira (3 de novembro). Também estão em estudo um Ministério do Idoso e um da Comunicação Digital.
Entre os nomes cotados para a reforma ministerial estão Silvio Costa Filho (Republicanos), Renan Filho (MDB), Eduardo Paes (PSD), Camilo Santana (PT) e o ex-Bradesco Luiz Carlos Trabuco Cappi.
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Em janeiro, ao criticar quem defende um Estado enxuto, Lula já havia resumido sua visão sobre o tamanho do governo.
"Alguém dizia que, quanto menos ministério você tem, menos gasto você tem. Eu vou dizer: quanto menos ministério você tem, mais incompetente você é, porque você precisa colocar os movimentos da sociedade brasileira", disse Lula, em 20 de janeiro.
O ponto em aberto
Governo maior significa mais cargos para negociar apoio no Congresso, mas também mais estrutura para coordenar. Das pastas que empurram o total a 40, pelo menos duas (Idoso e Comunicação Digital) ainda não saíram do papel.
A pergunta que fica é se a ampliação vai se traduzir em mais entrega para a população ou só em mais espaço de governabilidade dentro do Congresso.






























