O Ministério da Saúde autorizou, na quinta-feira (5 de novembro), a compra de até 20 mil doses da vacina Jynneos contra a mpox (antiga varíola dos macacos), pelo Fundo Rotativo da Opas, para recompor os estoques do SUS e proteger os grupos de maior risco.
A vacina, do fabricante dinamarquês Bavarian Nordic, é a mesma que o Brasil comprou em 49 mil doses em 2022, quando o país viveu emergência de saúde pública pela doença. A vacinação só começou em 2023, após a Anvisa liberar o uso emergencial do imunizante.
Quem tem direito à vacina
Têm prioridade pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm³, em esquema de duas doses com intervalo de 28 dias.
Também entram no público-alvo pessoas com HIV e CD4 abaixo de 200 células/mm³, usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.
O Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026, número 94% menor que os mais de 10 mil registrados em 2022, auge da doença no país. A queda nacional convive com focos locais em alta, como mostram dados de estados e municípios.
No Rio de Janeiro, os casos multiplicaram por 7 em dois meses. Em Minas Gerais, a cidade de Confins confirmou seu 1º caso, levando o estado a 33 casos no ano.
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O que acontece agora
A compra ainda depende dos trâmites do Fundo Rotativo da Opas, mecanismo que os países das Américas usam para adquirir vacinas em conjunto. Não há data de chegada das doses ao SUS divulgada até aqui.
O esquema vacinal segue em duas doses de 0,5 ml, aplicadas com 28 dias de intervalo, conforme o protocolo já usado desde o início da campanha em 2023.






























