Uma ala do Planalto defende que Lula anuncie o novo ministro da Fazenda antes de embarcar para a Turquia, na segunda-feira (9 de novembro). O vice-presidente Alckmin, o governador Rafael Fonteles e o secretário Dario Durigan são os mais cotados.

O grupo favorável à antecipação argumenta que o anúncio sinalizaria estabilidade ao mercado financeiro logo no início do mandato. A discussão ocorre na mesma semana em que Lula avalia montar um ministério recorde, com até 40 pastas, o maior número desde a Nova República.

Lula, porém, descartou antecipar a escolha para acalmar o mercado. Segundo relato de aliados à Folha de S.Paulo, ele trata o movimento como uma concessão ao setor financeiro, com o qual mantém relação historicamente desconfiada.

Quem está na lista da Fazenda

Na lista da Fazenda estão três nomes com perfis bem diferentes entre si: um vice-presidente que já acumula pastas, um governador recém-reeleito com números fiscais em dia e o secretário que hoje comanda o Tesouro Nacional no dia a dia.

Alckmin completa 74 anos no sábado (7 de novembro). Um governista descreveu a hipótese de ele assumir a Fazenda como "um lindo presente de aniversário", segundo auxiliares ouvidos pela coluna de Neila Guimarães, da Metrópoles.

Ele também é cotado para outra pasta: é o favorito da PF e da PRF para o Ministério da Segurança Pública.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, é outro nome citado pelos aliados de Lula. Seus números fiscais à frente do estado já são lidos como credencial para a pasta.

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Durigan, por sua vez, é quem toca o dia a dia da área econômica. Em outubro, ele prometeu lei para garantir o centro da meta fiscal, e sua permanência no comando do Tesouro não está descartada.

O que acontece agora

Lula embarca na segunda-feira (9 de novembro) para a COP31, na Turquia, com agenda prevista para os dias 11 e 12 de novembro, antes de seguir para as Filipinas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foram convidados a acompanhar a comitiva.

O nome só sai depois que Lula voltar, no fim de novembro.

A escolha ficará para depois da agenda internacional, o que adia qualquer aceno direto ao mercado financeiro, prioridade do grupo que defendia o anúncio antes da viagem.