A healthtech Rivio fechou a extensão de sua Série A com R$ 80 milhões, somando R$ 180 milhões captados desde janeiro. A rodada, liderada pela Valor Capital Group, elevou o valor da empresa para R$ 1 bilhão em pouco mais de um ano.
Fundada por Ricardo Sales e Silvio Frison, ex-CEO do Serasa Consumidor, a Rivio já atende 13 grupos hospitalares, entre eles o Albert Einstein, o Sírio-Libanês e o A.C. Camargo.
A startup Revena também usa inteligência artificial para reduzir perdas financeiras em hospitais, sinal de que o problema que a Rivio ataca já atraiu mais de um concorrente brasileiro.
Como a Rivio fatura: IA que audita a conta antes do hospital
A Rivio usa agentes de inteligência artificial para auditar prontuários e identificar inconsistências antes de as contas chegarem às operadoras de saúde, o chamado ciclo de receita hospitalar. A automação mira as glosas, os valores que os planos recusam pagar por erro de faturamento.
O Brasil opera paciente com robô e administra hospital com planilha.
disse Silvio Frison, cofundador e CEO da Rivio, ao justificar a tecnologia da empresa à imprensa especializada em saúde digital.
Com o novo aporte, a Rivio planeja ampliar os agentes de inteligência artificial para gestão de leitos, equipes e suprimentos hospitalares.
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O aporte permite à empresa sair do faturamento hospitalar para disputar a gestão administrativa inteira dos hospitais, meta que a própria Rivio resume como virar o sistema operacional de saúde da América Latina.
As contratações previstas são em São Paulo, onde fica a sede, e em Blumenau, em Santa Catarina.
O que acontece agora
A Rivio vai usar o novo capital para escalar as operações atuais e desenvolver soluções de inteligência artificial além da cobrança hospitalar, incluindo a gestão de equipes, leitos e suprimentos que os fundadores já anunciaram como meta.
O investidor Carlos Costa, da Valor Capital Group, afirmou que os hospitais brasileiros operam sobre uma infraestrutura tecnológica que não acompanhou a complexidade do cuidado que entregam. A avaliação, segundo ele, justificou a aposta da gestora na rodada.
O salto de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão em dez meses ocorre em meio a uma retração do capital de risco no Brasil.
A captação de fintechs caiu para 25% do volume de 2025, segundo levantamento do setor. Outras startups também escaparam dessa maré em 2026.
A alemã RobCo atingiu avaliação de US$ 1 bilhão com robótica industrial.
A brasileira Nuvacore mira avaliação de US$ 2,5 bilhões no setor de chips. Ricardo Sales, cofundador da Rivio, afirmou que a saúde brasileira precisa de uma nova infraestrutura de gestão e que a empresa tem agora a tecnologia para construir essa infraestrutura.































