O Nubank retomou os saques e depósitos de criptomoedas às 22h de sexta-feira (6 de novembro), após quase um dia de suspensão. O banco havia interrompido o serviço horas antes, atribuindo a falha a um fornecedor externo não identificado publicamente.
O Mercado Pago, que suspendeu o mesmo serviço no mesmo dia, ainda não confirmou a normalização. Segundo o Nubank, "os ativos e as informações dos clientes permaneceram protegidos" durante a instabilidade, que não teria afetado a infraestrutura própria do banco.
No aplicativo, a área de suporte do Nubank aponta a Fireblocks como responsável pela custódia dos ativos digitais dos clientes. A empresa, porém, afirmou que sua plataforma operava normalmente e negou que a interrupção tenha se originado em seus sistemas.
"Parte das transferências para carteiras externas foram preventivamente bloqueadas como medida de proteção, garantindo que os recursos dos clientes permanecem preservados", informou o Mercado Pago, em nota.
O Mercado Pago atribuiu o problema a um fornecedor de monitoramento de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro, também sem citar o nome. Procurado pela Folha, não respondeu se já havia normalizado os serviços.
A pane chega junto com a nova fiscalização do BC
O episódio aconteceu poucos dias depois do fim do prazo para as empresas de criptoativos pedirem autorização ao Banco Central como prestadoras de serviço de ativos virtuais, encerrado em 30 de outubro.
As normas do BC, em vigor desde fevereiro, exigem capital mínimo de R$ 10,8 milhões e controles robustos de segurança cibernética. É justamente a área onde Nubank, Mercado Pago e Fireblocks divergem sobre o que falhou.
Duas fintechs suspenderam o mesmo serviço no mesmo dia e nenhuma identificou publicamente o fornecedor responsável, o que deixa o cliente sem saber se o risco estava na própria instituição, na custodiante ou em um terceiro ainda não nomeado.
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O caso também não é isolado, nem o primeiro capítulo desta história. Em outubro, a Binance sofreu o maior roubo de cripto da história, de US$ 6,3 bilhões, e teve saída líquida de US$ 3,64 bilhões ao retomar os saques.
O ponto em aberto
Nenhuma das três empresas confirmou publicamente qual fornecedor causou a instabilidade, nem se os problemas no Nubank e no Mercado Pago têm a mesma origem.
Enquanto o nome não vem a público, o cliente de cripto segue sem saber em qual elo da cadeia mora o risco. Banco, custodiante ou fornecedor terceirizado: alguém sabe, e não disse.
































