O agronegócio brasileiro exportou 12,8% a mais em outubro ante o mesmo mês de 2025, puxado por soja e café, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O café bateu recorde histórico de vendas ao exterior, com US$ 1,6 bilhão embarcados no mês.

O superávit comercial do mês somou US$ 9,318 bilhões, acima da expectativa do mercado, de US$ 9,05 bilhões. O resultado veio da combinação de preços mais altos (10,8%) com maior volume embarcado (7,3%).

A alta faz parte do mesmo levantamento que mostrou o petróleo puxando o superávit recorde de outubro. Os dados foram divulgados na sexta-feira (6 de novembro) pela Secex, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O que puxou a alta do agro

Café, soja, combustíveis, farelo de soja, celulose e carnes de aves lideraram as exportações do agronegócio em outubro, mas o destaque foi o café. Foram 287,3 mil toneladas embarcadas, 23,3% a mais que em outubro de 2025.

O resultado supera o recorde anterior, que já tinha 20 meses, e também passa a máxima histórica registrada em novembro de 2024.

A soja teve resultado misto. O volume exportado caiu 5,7%, para 6,34 milhões de toneladas, mas o valor subiu 9%, para US$ 3,14 bilhões, puxado pela alta do preço.

A queda em volume reflete embarques antecipados da safra recorde em meses anteriores e a maior concorrência dos Estados Unidos na China.

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O petróleo bruto também puxou o resultado, com alta de 122,6% em valor e US$ 8,5 bilhões exportados, o segundo recorde mensal seguido.

O avanço do agro reforça a disputa do Brasil pela liderança global nas exportações agrícolas, em meio à disputa com os Estados Unidos pelo mercado chinês.

O que acontece agora

No acumulado do ano, o superávit comercial chega a US$ 71,04 bilhões, alta de 34,1% sobre o mesmo período de 2025. As exportações somam US$ 321,88 bilhões, e as importações, US$ 250,84 bilhões.