O ex-vereador Milton Leite (União), preso há um mês por suspeita de participar da infiltração do PCC em empresas de ônibus de São Paulo, recebeu políticos e tratou de articulações partidárias na cadeia pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Neste domingo (18), o deputado estadual Delegado Olim (PP) confirmou a visita: foi à cadeia tratar da federação partidária União Brasil-PP, que Leite copreside em âmbito estadual.
Olim quer assumir a liderança da federação na Assembleia Legislativa de São Paulo a partir de fevereiro, quando começa a nova legislatura, e precisava do aval de Leite para isso.
Fui lá estritamente para quê? Para pegar o partido dele, que agora é meu, porque eu quero ser o líder da federação dia 2 de fevereiro.
A frase é de Olim, em entrevista à Folha de S.Paulo.
Leite está preso desde 18 de setembro, suspeito de gerir ônibus ligados ao PCC em São Paulo.
Mensagens apreendidas durante a investigação colocaram Leite no centro do caso, segundo reportagens anteriores sobre a apuração. Mesmo atrás das grades, Leite seguiu sendo o fiador de quem herda o comando do partido em Mogi das Cruzes.
Leite também teria recebido Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Segundo reportagem do G1, os nomes de Valdemar e Olim foram citados no depoimento da delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarete Barreto.
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Ela é uma das cinco policiais afastadas pela Corregedoria por suspeita de dar regalias ao ex-vereador na cadeia. Procurados pela Folha de S.Paulo, Valdemar Costa Neto e a esposa dele, que o acompanhava na visita, não responderam até a publicação da reportagem.
O que mais a investigação apurou?
Na última sexta-feira (16), uma operação do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Civil apreendeu R$ 155 mil e cerca de US$ 10 mil (R$ 50,7 mil) com um carcereiro suspeito de ajudar Leite com regalias. A ação é batizada de Operação Custódia (In)Fiel.
O que acontece agora
A operação fez buscas no 1º Distrito Policial. Leite segue preso e mantém os cargos partidários. A nova legislatura da Assembleia de SP começa em fevereiro, quando se decide a liderança da federação.































