O Corinthians suspendeu o pagamento da terceira parcela da dívida pela Neo Química Arena, com aval da Caixa Econômica Federal, enquanto negocia quitar o débito com os naming rights do estádio. A parcela, vencida em setembro, soma cerca de R$ 27 milhões.
O valor foi apurado pelo ge e pela CNN Brasil, que confirmaram a suspensão temporária do pagamento. A dívida total pela construção da Arena, em Itaquera, soma R$ 630 milhões, segundo o ge, ou R$ 660 milhões, segundo a CNN Brasil.
Procurada, a Caixa respondeu em nota que não se manifesta sobre operações bancárias específicas, "em obediência ao sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001".
A diretoria avalia os naming rights do estádio em R$ 70 milhões por temporada. É bem mais do que a Hypera Pharma paga hoje pelo nome Neo Química Arena: R$ 15 milhões anuais, segundo o ge, ou R$ 21 milhões, segundo a CNN Brasil.
O pacote em negociação vai além do nome do estádio. O clube propõe transferir toda a operação financeira, incluindo contas e pagamento de salários, para a Caixa, além de ceder cartões do programa Fiel Torcedor e lançar títulos de capitalização pelo banco.
Em reunião na sede da Caixa em Brasília, na semana passada, dirigentes do Corinthians também pediram a devolução de R$ 27 milhões parados numa conta reserva prevista no contrato de renegociação de 2022. Não houve retorno do banco sobre o pedido.
A dívida da Arena é apontada pela própria diretoria como a principal causa da crise financeira do clube.
Em setembro, o Corinthians atrasou o pagamento de direitos de imagem dos jogadores pelo segundo mês seguido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a sugerir um "Desenrola" da Caixa para clubes de futebol endividados, em agosto.
Semanas depois, Lula defendeu a venda do CT Fazendinha, centro de treinamento do clube, para ajudar a quitar o débito.
O que acontece agora
Não há prazo definido para a conclusão do acordo entre Corinthians e Caixa. O clube aguarda retorno do banco sobre a devolução dos R$ 27 milhões da conta reserva e sobre a proposta de naming rights.
Enquanto isso, o clube segue sem pagar a parcela trimestral, hoje suspensa com aval do próprio banco.






























