Senadores de pelo menos quatro partidos reafirmaram nesta quarta-feira (28) o resultado da eleição presidencial durante a sessão deliberativa do Senado, horas depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL) chamar o resultado de "fraude eleitoral" em carta publicada dos Estados Unidos.

"O presidente eleito da República Federativa do Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou o líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), em plenário.

Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou Flávio por questionar o resultado, lembrando que o próprio PL já havia reconhecido a vitória do petista.

Eliziane Gama (PSD-MA) classificou a ida de Flávio aos Estados Unidos como "inaceitável", e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) chamou quem deixou o país de "antipatriotas".

Sessão do Senado Federal em Brasília, com senadores no plenário
Sessão no plenário do Senado Federal, em Brasília. Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que disse o único senador que discordou?

Carlos Portinho (PL-RJ) foi o único a destoar da maioria. Ele afirmou existirem "brasileiros exilados" que não confiam na Justiça nacional, sustentando a narrativa usada por Flávio para justificar a saída do país.

Teresa Leitão (PT-PE) também falou na sessão, defendendo um "Brasil para todos" diante da divisão exposta pelo caso.

A sessão reflete uma fratura que já apareceu em outros espaços nesta quarta. O União Brasil, aliado de Flávio no 2º turno, cobrou respeito às urnas em nota separada.

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No mesmo dia, o coordenador de campanha de Flávio admitiu que o PL não tem provas de fraude.

A carta também gerou reação de outras siglas. Sete partidos acusaram Flávio de buscar apoio estrangeiro ao divulgar o texto dos Estados Unidos.

O que acontece agora

Flávio segue nos Estados Unidos e disse pretender liderar a oposição a partir de lá. O Senado não anunciou nenhuma medida formal contra o senador após a sessão, mas o episódio deve seguir pautando os trabalhos do Congresso nos próximos dias.