Mulheres com câncer de mama esperam em média 179 dias para começar o tratamento pelo SUS, 3 vezes mais que o limite de 60 dias previsto em lei, segundo levantamento do Instituto Avon. Um documentário sobre o tema estreia quinta (22) em Brasília.
A Lei 12.732/2012, a Lei dos 60 Dias, exige que o SUS inicie o tratamento em até 60 dias do diagnóstico, com até 30 dias para exames de confirmação.
Só 38% das pacientes cumprem o prazo. Em 2021, pior ano da série, a espera média chegou a 218 dias. O problema se repete em filas de exames da rede pública de outras cidades.
Quanto a demora piora as chances de cura
Quanto mais avançado o câncer, mais a paciente espera: o tempo médio vai de 144 dias no estágio 1 a 313 dias no estágio 4. A Anvisa aprovou em setembro um remédio oral que reduz o avanço da doença em 56%.
| Estágio | Espera média até o tratamento |
|---|---|
| Estágio 1 | 144 dias |
| Estágio 2 | 151 dias |
| Estágio 3 | 174 dias |
| Estágio 4 (avançado) | 313 dias |
Essa realidade é tema do documentário "Esse Outubro Não É Rosa", de Luciana Salvatore, que estreia quinta (22), às 19h, no Cine Brasília. O filme acompanha Fátima e Rafaella, que venceram o câncer e, na recidiva, voltam a enfrentar a espera por exames.
Há também histórias de superação: uma baiana criou um LED para saúde íntima após o diagnóstico.
O que acontece agora
"O filme busca dar visibilidade às falhas e estimular o debate sobre as filas de regulação", disse Grace Justa, do Instituto Umanizzare. Lançado em 2025, já ganhou 5 prêmios internacionais. A sessão de quinta (22) tem recepção às 18h e debate após a exibição.





























