O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) repetiu neste domingo (11) que, se eleito, cumprirá apenas um mandato. A fala ocorreu após um almoço em São Paulo ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em 1º turno.
Vou fazer um mandato só. Eu só quero um mandato. Para dar um exemplo e provar que eu não estou disputando poder. Eu estou disputando o futuro das minhas filhas, do meu País, das suas filhas.
A frase é de Flávio Bolsonaro, dita durante o encontro em São Paulo.
Também participaram do almoço os senadores eleitos por São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, e prefeitos e vereadores da Região Metropolitana mobilizados pela campanha.
O que prevê a PEC do mandato único?
A promessa já virou proposta de emenda à Constituição. A PEC 4/2026, apresentada por Flávio em março, impede o presidente eleito de disputar um segundo mandato consecutivo, com aplicação imediata já para quem vencer a eleição de 2026.
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Na justificativa do texto, Flávio diz que a medida busca "fortalecer a independência decisória do governante" e reafirmar o "compromisso republicano com a limitação temporal do poder político".
Uma PEC precisa de três quintos dos votos, em dois turnos, na Câmara e no Senado. Aliados trabalham com a aprovação já no início de 2027, caso Flávio seja eleito.
A base de apoio inclui os 6 em cada 10 senadores com mandato garantido para 2027 que hoje declaram apoio ao candidato.
O debate sobre encerrar a reeleição não é exclusivo de Flávio: o ministro Camilo Santana defendeu recentemente que o Congresso debata o fim da reeleição no país.
Por que analistas desconfiam da promessa?
Dois analistas ouvidos pela Gazeta do Povo veem motivação eleitoral na proposta. Para Leandro Gabiati, diretor da consultoria Dominium, o objetivo é "simbólico e de efeito eleitoral", além de ajudar a negociar apoio com partidos do Centrão.
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Marcus Deois, diretor da Ética Consultoria, avalia que a medida também abre caminho para outro nome na sucessão de 2030, caso de Tarcísio de Freitas, hoje aliado de Flávio.
Jair Bolsonaro e Lula também disseram, no passado, que fariam apenas um mandato.
O que acontece agora
A PEC segue parada na Câmara desde março. Se Flávio vencer o 2º turno, em 25 de outubro, aliados pretendem acelerar a tramitação para aprová-la já no início do novo mandato, em 2027.





























