Os corpos do tenente-coronel Luís Fernando Silvestre e das tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida foram sepultados neste domingo (11/10), em Belo Horizonte, dois dias após a queda de um avião da PMMG em Santana do Paraíso.
Segundo a PMMG, os militares faziam um voo de recheque de habilitação quando a aeronave caiu, por volta das 16h15 de sexta-feira (9/10), próximo ao Aeroporto Regional de Ipatinga, na BR-458. O Corpo de Bombeiros (CBMMG) foi acionado às 16h20.
O tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos, comandava o Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e acumulava mais de 5 mil horas de voo.
Talvez seja a coletiva mais difícil da minha vida, disse o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da PMMG.
"A habilitação, experiência, tudo estava em condições, até porque a Polícia Militar é muito rigorosa com essas questões de retrofitagem a toda a parte de aparelho", completou Santiago, ao ser questionado sobre falha de manutenção.
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, havia retornado recentemente da licença-maternidade. Foi a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no Comave.
A tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, era natural de Governador Valadares e atuava como piloto da corporação.
Os corpos foram velados na Academia de Polícia Militar, no Bairro Prado, antes do cortejo ao Cemitério Bosque da Esperança. A cerimônia reuniu familiares, colegas de farda e autoridades.
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Entre elas estava o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). O governo estadual decretou luto oficial de três dias.
O segundo acidente em cinco horas
Minas Gerais teve dois acidentes aéreos fatais na mesma tarde de sexta-feira (9/10). Horas antes da queda em Santana do Paraíso, um avião monomotor caiu no pátio do metrô de Belo Horizonte, perto do Aeroporto da Pampulha, e matou o piloto.
Os números colocam Minas entre os estados com mais ocorrências aéreas do país, segundo o levantamento do Cenipa, e a dupla tragédia de sexta-feira engrossou o total de 2026.
Em outubro de 2024, um helicóptero do Corpo de Bombeiros caiu em Ouro Preto e matou seis pessoas, no mesmo ciclo que fez de 2026 um dos anos com mais mortes em acidente de helicóptero no Brasil.
O que diz o Cenipa sobre a investigação
O Cenipa iniciou a perícia ainda na sexta-feira (9/10), com a coleta de destroços e o exame da aeronave, dos motores e do sistema de comunicação. A investigação também vai avaliar as condições meteorológicas e operacionais do voo.
O órgão vai produzir um relatório final com recomendações de segurança, para identificar os fatores que contribuíram para o acidente e evitar novas ocorrências na aviação brasileira. Segundo a PMMG, a aeronave estava com manutenção e habilitações regulares.





























