Entre os 27 senadores com mandato garantido até 2030, eleitos em 2022, dezesseis apoiam publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Oito apoiam a reeleição de Lula (PT), e três não declararam voto, segundo levantamento publicado pela CNN nesta quarta-feira (30).

O grupo bolsonarista é dominado pelo PL, com nove integrantes, mas inclui nomes como Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS).

No campo lulista, metade dos oito nomes é do PT. Também aparecem Ana Paula Lobato (PSB-MA), Otto Alencar (PSD-BA) e Renan Filho (MDB-AL).

O grupo de neutros inclui o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele não declara voto publicamente, mas seu partido integra a mesma coligação do PT no Amapá.

Essa aliança ajuda a explicar a influência que Alcolumbre mobiliza em Brasília para não perder o controle do Amapá. O União Brasil amapaense apoia a reeleição do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues.

Os outros dois neutros são o senador Romário (RJ), que deixou o PL em agosto e está sem partido, e a senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO).

A coligação de Dorinha ao governo do Tocantins inclui o próprio PL, o que explica parte da cautela dela em declarar voto nacional.

O apoio de Tereza Cristina a Flávio não é novidade. Ela chegou a aceitar ser cotada para vice na chapa presidencial, mesmo após o PP tentar barrar a indicação.

A base de Flávio no Senado também é fruto de articulação direta. Em agosto, ele reuniu 47 candidatos à Casa numa ofensiva contra o STF.

O número reforça que um terço do Senado já chega decidido à eleição de domingo, antes mesmo da apuração dos votos.

Em 4 de outubro, eleitores elegem os outros 54 senadores (dois por estado, mais o Distrito Federal), completando os 2/3 restantes da Casa para o período de 2027 a 2034. Mandatos de senador duram oito anos.

A disputa pela segunda vaga ao Senado está empatada em vários estados, o que deve mexer no equilíbrio de forças que este levantamento retrata.