O JAC J3, lançado em 18 de março de 2011 por R$ 37.900, custaria hoje R$ 101.352,24 se o preço tivesse sido apenas corrigido pela inflação. O cálculo usa a variação de 167,42% do IGP-M acumulada entre o lançamento e setembro de 2026.

O hatch chinês chegou ao Brasil com motor 1.4 16V de 108 cv e câmbio manual de 5 marchas, além de uma versão sedã, batizada de J3 Turin. Em 2011, a marca ganhou projeção com preços agressivos e garotos-propaganda famosos.

Quinze anos depois, a realidade da JAC no Brasil é bem diferente. A marca está em recuperação judicial pela segunda vez em 8 anos, e seu catálogo encolheu para apenas dois modelos: o elétrico compacto E-JS1 e a picape a combustão Hunter.

Nos nove primeiros meses de 2026, a JAC emplacou apenas 373 veículos no país. Em 2025, foram 988 unidades, queda de 51,1% ante o ano anterior.

O contraste chama atenção porque acontece justamente num momento de expansão das marcas chinesas no Brasil como um todo: hoje elas já respondem por 21% do mercado nacional, o dobro da fatia de pouco tempo atrás.

A JAC foi pioneira chinesa no país, mas não acompanhou a onda que ela mesma ajudou a abrir. Entre os elétricos, quem brilha agora é outra marca chinesa: o BYD Dolphin Mini, 1º elétrico a entrar no top 3 de vendas do país.

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O que acontece agora

O novo pedido de recuperação judicial do Grupo SHC, que controla a operação da JAC no Brasil, mira a renegociação de R$ 239,5 milhões em dívidas, dentro de um passivo total do grupo de cerca de R$ 370 milhões.

A primeira recuperação judicial da importadora começou em 2018 e só terminou em maio de 2025, pouco mais de um ano antes do novo pedido.