O PL e o Republicanos já comandam os quatro maiores orçamentos estaduais do país: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Juntos, somam 46% da receita de todos os governos estaduais, que chegou a R$ 1,6 trilhão em 2025.

Os números constam dos relatórios fiscais de 2025, compilados pelo Valor Econômico.

A confirmação pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro consagrou a vitória de Douglas Ruas (PL). Com o Rio, o PL chega a seis governos estaduais garantidos no 1º turno: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e o Rio de Janeiro.

O TSE anulou os votos de Anthony Garotinho e determinou a retotalização que elevou Ruas a 50,88% dos votos válidos.

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O Republicanos mantém os dois estados mais ricos do bloco. São Paulo concentra sozinho 24% da receita estadual do país, e Tarcísio de Freitas foi reeleito ainda no 1º turno.

Minas Gerais, onde Cleitinho Azevedo (Republicanos) também venceu sem 2º turno, soma 8,6% das receitas. A base dele na Assembleia Legislativa depende do apoio a Flávio no 2º turno nacional.

O Rio de Janeiro vem em seguida, com 7,6% das receitas; o Rio Grande do Sul, que elegeu Luciano Zucco (PL), tem 5,8%.

Quanto pesa o outro lado do mapa?

O PT soma 10,6% das receitas estaduais nos três estados que venceu em primeiro turno: a Bahia, com Jerônimo Rodrigues, o Piauí, com Rafael Fonteles, e o Ceará, com Elmano de Freitas. É menos de um quarto do bloco que PL e Republicanos já garantiram.

A Bahia é a quarta maior receita estadual do país, atrás de SP, MG e RJ. O PT ainda disputa o 2º turno no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, enquanto o PL de Flávio Bolsonaro tenta avançar no Amazonas e em Goiás.

O Republicanos já havia eleito um terceiro nome: Otaviano Pivetta, no Mato Grosso.

O avanço de PL e Republicanos também supera, proporcionalmente, o peso desses partidos no eleitorado. SP, MG e RJ somam 39,9% dos votantes do país, fatia menor que os 46% de receita que o bloco já controla.

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O resultado eleitoral deu aos dois partidos um poder orçamentário maior que sua própria base de eleitores.

O que acontece agora

O segundo turno das eleições estaduais ocorre em 25 de outubro. O PL disputa o governo do Amazonas e o de Goiás; o PT tenta vencer no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte.

Enquanto isso, o perfil de Douglas Ruas passa a ser olhado com mais atenção: o novo governador do Rio assume em janeiro de 2027 à frente do terceiro maior orçamento estadual do país.