O comércio eletrônico de bens de consumo de alto giro cresceu quase quatro vezes mais rápido que as lojas físicas, segundo estudo da consultoria McKinsey & Company. Os aplicativos avançam sobre as compras de reposição, o que mais leva o consumidor ao supermercado.
O estudo "O varejo alimentar em cinco movimentos" foi obtido em primeira mão pelo jornal Valor. Segundo a McKinsey, a próxima fronteira da migração digital são os alimentos frescos.
O movimento ajuda a explicar por que o iFood anunciou um investimento recorde de R$ 24 bilhões em meio à disputa pelo consumidor digital.
Quais produtos migram mais para o digital?
O e-commerce de alimentos cresceu 4 vezes mais rápido que o físico no 3º trimestre de 2025, segundo o estudo "Varejo em Movimento" (Scanntech e McKinsey). Avançam mais itens de higiene pessoal, fraldas, papel higiênico e bebidas premium.
"O crescimento do e-commerce acontece em ritmo acelerado e mostra que o shopper está massivamente digitalizado", afirma Felipe Passarelli, head de Market Intelligence da Scanntech.
O canal físico segue mais forte onde a compra depende de ver e sentir o produto, como no hortifrúti. A migração ameaça menos a venda em si e mais o vínculo que o supermercado constrói a cada visita do cliente.
O aperto já aparece nos números do varejo físico: somente em agosto, grandes redes fecharam 1,1 mil lojas e cortaram 46 mil vagas.
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O varejo em geral já caiu 0,8% em julho, sinal de que o consumo também sente o esgotamento do orçamento das famílias.
Outro levantamento da McKinsey mostra que o digital já penetra 40% dos lares brasileiros para bens de consumo de alto giro. Nas prateleiras físicas, cresce o espaço de suplementos: a creatina avançou 89% em volume, e o whey protein, 124%.
O que acontece agora
A disputa deve se intensificar quando os aplicativos avançarem sobre os alimentos frescos, a fronteira apontada pela McKinsey como a próxima etapa da migração digital no varejo brasileiro.





























