O ex-secretário de Governo de Bauru (SP) Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), foi preso na sexta-feira (16) na Operação Cavalo de Troia, que apura suspeita de fraude numa licitação de R$ 5,2 bilhões para o lixo da cidade.
A Justiça confirmou a prisão preventiva de Purini em audiência de custódia na própria sexta. No sábado (17), um desembargador negou liminarmente o pedido de habeas corpus da defesa.
A investigação, batizada Operação Cavalo de Troia, apura direcionamento de licitação para a concessão do sistema de gestão de resíduos sólidos de Bauru, contrato de 30 anos estimado em R$ 5,2 bilhões.
Segundo a decisão judicial, mensagens, chamadas e áudios apreendidos indicariam que Purini interferiu no processo licitatório e no trâmite de um projeto de lei ligado à concessão, além de pressionar vereadores para obter quórum favorável.
Há também indícios de pedido e recebimento de vantagens financeiras indevidas, aponta o documento. As suspeitas ainda são objeto de investigação e não configuram condenação.
A CNN Brasil tentou localizar a defesa de Purini para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação de sua reportagem.
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Quem é Renato Purini
Purini construiu carreira política em Bauru desde 2001, quando se elegeu vereador pela primeira vez. Presidiu a Câmara Municipal, foi vice-presidente da Casa e comandou a Emdurb, empresa municipal de desenvolvimento urbano, a partir de 2005.
Ele cumpriu mais dois mandatos como vereador entre 2009 e 2016, tentou a reeleição em 2020 sem sucesso, e assumiu a Secretaria Municipal de Governo de Bauru em julho de 2025.
Em 2024, Purini pagou cerca de R$ 1 milhão em multa de uma condenação definitiva por contratação irregular de uma assessora, referente a seu primeiro mandato, entre 2003 e 2004. O pagamento permitiu seu retorno à presidência da Emdurb naquele ano.
Ele e Suéllen Rosim anunciaram noivado em fevereiro de 2025 e se casaram em maio do mesmo ano. A prefeita está na reta final da gravidez do primeiro filho do casal.
O que acontece agora
A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada em 9 de setembro e segue em andamento. O recurso contra a prisão de Purini vai agora para análise do desembargador relator sorteado no caso.





























