A agência espacial japonesa (Jaxa) lança nesta segunda-feira (19) a missão MMX, que vai orbitar Phobos, a maior lua de Marte, e trazer à Terra as primeiras amostras de solo já coletadas dela. O lançamento ocorre no Centro Espacial de Tanegashima, no Japão.
A sonda não vai pousar em Marte. O plano é orbitar e explorar Phobos por cinco anos, lançar um módulo que pousa na lua e recolhe solo e pequenas pedras, antes de retornar à Terra.
A missão é liderada pela Jaxa, com parceria dos Estados Unidos, da França, da Alemanha e da Agência Espacial Europeia (ESA). O objetivo é entender a origem de Phobos e de Deimos, a menor lua marciana.
Por que a origem das luas de Marte é um mistério
Os cientistas ainda não sabem como Marte ganhou suas duas luas pequenas. Uma hipótese é que Phobos e Deimos sejam asteroides capturados pela gravidade do planeta; outra é que se formaram de destroços depois de uma colisão de asteroide com Marte.
A composição química de Phobos, obtida pela missão, deve ajudar a indicar qual das duas hipóteses é mais forte.
Uma tarefa que já derrotou a Rússia
Coletar amostras de Phobos não é tarefa fácil. A Rússia tentou isso em 2011, com a missão Phobos-Grunt, que chegou à órbita terrestre baixa, mas não conseguiu acionar os motores para seguir rumo a Marte.
A Jaxa, porém, já provou que sabe trazer amostras de corpos celestes: fez isso com as missões Hayabusa, entre 2003 e 2010, e Hayabusa 2, entre 2018 e 2020, as duas voltadas a asteroides.
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A gravidade de Phobos é de apenas 0,1% da gravidade terrestre. Um ser humano por lá poderia dar um salto de 1,5 km na horizontal sem muito esforço.
A missão também vai testar a comunicação entre a espaçonave e uma estação na Terra, ao longo dos cinco anos de viagem e exploração.
Marte, aliás, segue sob observação de outras sondas: uma nuvem de 1.800 km foi flagrada no planeta neste mês, formada por um processo físico nunca antes visto.





























