A pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta segunda-feira (15) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 50% de desaprovação e 46% de aprovação. O instituto Indexa, a pedido do Broadcast, ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e registro no TSE sob o número BR-03482/2026.
Os dois números repetem exatamente o resultado de agosto. A diferença de quatro pontos entre desaprovação e aprovação é quase o dobro da margem de erro declarada pelo instituto.
A avaliação do governo, medida em categorias separadas, piorou no mesmo período. A parcela que considera a gestão péssima ou ruim subiu de 43% em agosto para 45% em setembro, enquanto quem avalia o governo como ótimo ou bom caiu de 35% para 34%.
A fatia que classifica a gestão como regular ficou estável em 19%.
Como se divide a avaliação do governo?
A avaliação do governo Lula soma cinco notas na pesquisa Indexa/Broadcast: péssimo, ruim, regular, bom e ótimo. As duas notas negativas somam 45% das respostas, contra 34% das duas positivas, com 19% classificando a gestão como regular e 2% sem opinião formada.
| Nota | Percentual |
|---|---|
| Péssimo | 35% |
| Ruim | 10% |
| Regular | 19% |
| Bom | 20% |
| Ótimo | 14% |
A pesquisa também perguntou se Lula merece outro mandato a partir de 2027. A parcela que diz que não subiu de 51% para 54%, e quem responde que sim caiu de 41% para 39%.
A diferença entre os dois grupos passou de 10 para 15 pontos em um mês.
O levantamento também mediu o temor do eleitor diante dos dois principais cenários de 2026.
Do total, 38% dizem temer um novo mandato de Lula e 36% temem a volta de um governo Bolsonaro, diferença de só dois pontos e dentro da margem de erro da pesquisa.
Como a avaliação varia por região?
A avaliação do governo varia bastante por região. No Nordeste, base eleitoral do presidente, a aprovação chega a 58% contra 36% de desaprovação. No Sul, o quadro se inverte. A desaprovação sobe a 65% e a aprovação cai a 30%.
A desaprovação também é maioria no Centro-Oeste e no Norte, segundo o Jota. O Nordeste aparece como a única região citada em que a aprovação leva vantagem sobre a rejeição.
A tendência de piora já havia aparecido em outro instituto. Na primeira semana de setembro, a Quaest já mostrava que a reprovação a Lula subia até no Nordeste, mesma região que a Indexa/Broadcast ainda aponta como favorável ao presidente.
É a quinta rodada da pesquisa nacional do instituto neste ano. Em agosto, a mesma dupla Indexa/Broadcast media que Lula venceria os quatro adversários no 2º turno.
O aumento da rejeição ocorre em meio à crise institucional entre governo, Congresso e Supremo.
Levantamento do Datafolha já havia mostrado que a crise no STF move só 4% do voto do eleitor, sinal de que aprovação de governo e intenção de voto nem sempre seguem juntas.


























