O Amazonas confirmou nesta terça-feira (15/9) um quarto caso de sarampo em Tabatinga, cidade na tríplice fronteira com Peru e Colômbia, segundo reportagem do G1. O novo caso se soma aos três já confirmados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) desde a semana passada.

Os três primeiros pacientes eram duas crianças, de 8 e 1 ano, e uma mulher de 24 anos, todos vindos da cidade peruana de Alto Monte e sem vacinação contra a doença.

Por que os casos se concentram na fronteira?

Os quatro casos confirmados em Tabatinga têm em comum a origem: pacientes vindos do Peru ou com histórico recente de residência no país vizinho, e não vacinados contra o sarampo. O padrão aponta para entrada do vírus pela fronteira, não para circulação comunitária dentro do Brasil.

Antes desta confirmação, havia ainda um caso sob investigação em Tabatinga, de um menino peruano de 2 anos que morara quase um ano no país vizinho, e outro em Carauari (AM), de uma menina de 1 ano.

O que o Ministério da Saúde está fazendo?

Desde a semana passada, o Ministério da Saúde informou que intensificaria as ações de vigilância contra o sarampo no Amazonas, com envio de equipes para apoiar os serviços de saúde de Tabatinga e Carauari.

Até a confirmação anterior, em 11 de setembro, o Brasil somava 36 casos de sarampo em 2026, sendo 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 3 no Amazonas. Com o novo caso, o total do estado sobe para quatro.

O que acontece agora

A FVS-AM segue monitorando contatos dos casos confirmados e a situação vacinal na região, onde o trânsito de moradores entre os três países é constante, num ponto de fronteira que já preocupa as autoridades de saúde há semanas.